
segunda-feira, 26 de maio de 2008
O Guarda-Redes de Andebol (última parte)
A colaboração do guarda-redes com a defesa e com o funcionamento dos sistemas defensivos depende em muito da técnica adoptada pelo guarda-redes.
Assim, sabemos que o tipo de sistema defensivo deverá ser organizado em função do tipo de guarda-redes que temos. Por ex.: para um guarda-redes que tenha adoptado como técnica de defesa a escola balcânica deve-se evitar uma defesa do tipo 6:0 pois estes tendem a ser pouco eficazes nos remates de primeira linha. Devem-se sim utilizar defesas mais profundas tipo 3:2:1 ou 4:2. Para um guarda-redes que tenha como técnica base a escola Sueca a recomendação assenta na utilização de uma defesa menos profunda e que privilegie os remates de primeira linha, é onde estes tendem a ser mais eficazes.
Para que a colaboração possa ser eficaz é importante que o guarda-redes tenha em atenção a última acção do defesa, um último encosto ao atacante pode permitir que este encontre um ângulo de remate diferente do inicial. Fundamental é também perceber qual a posição da mão da pega da bola e que tipo de remate é que esta permite ao jogador. Independentemente do sistema defensivo existem normas / princípios que devem ser cumpridos para que o conjunto guarda-redes / defesa possam actuar em conjunto e defender de uma forma eficaz a baliza. Apresentamos assim as formas de colaboração em função das acções ofensivas das equipas adversárias:
· Remates de primeira linha -» Olson (2000) refere que a melhor forma de o defesa ajudar o guarda-redes é entrar em contacto com o atacante. Quando esse contacto se torna impossível o objectivo passa a ser o de evitar que o rematador cruze o remate. Desta forma o bloco efectuado pelos defesas deverá cobrir o ângulo longo, assim o guarda-redes pode intervir de uma forma mais eficaz defendendo o remate que vem na sua direcção e amortecer a bola, tendo em seguida mais facilidade para colocar a bola no contra-ataque. Esta é uma concepção que não é aceite por todas as escolas de guarda-redes.
· Penetrações -» o objectivo dos defesas será o de tentar reduzir ao máximo os ângulos de remate, i.e. evitar que os atacantes rematem numa zona frontal à baliza obrigando-os a deslocarem-se o mais possível para o exterior do terreno de jogo. Mais uma vez os defesas devem evitar os remates cruzados por parte dos atacantes.
· Remates de segunda linha (pivots) -» A situação ideal é evitar que o pivot tenha tempo de encarar o guarda-redes. O defesa por sua vez deverá evitar que o pivot suba muito e que remate de cima para baixo. O trabalho do guarda-redes deverá ser feito em profundidade atacando a bola e não o corpo do rematador.
· Remates de segunda linha (pontas) -» O defensor deverá actuar no sentido de diminuir o ângulo de remate. Deverá mover-se lateralmente de forma a empurrar o atacante para o exterior do campo de jogo. O guarda-redes deverá acompanhar o movimento do atacante e colocar-se na posição ideal em função da atitude deste. O guarda-redes deverá estar consciente que quanto mais reduzido for o ângulo de remate mais dentro do seu raio de acção a bola irá passar.
· Defesa de contra-ataques -» A colaboração entre o guarda-redes e a defesa é muito difícil nestas situações, devido às dificuldades que muitas vezes os defesas apresentam em acompanhar os atacantes. Quando o defesa acompanha lado-a-lado o atacante deverá actuar no sentido de lhe reduzir o ângulo de remate “empurrando-o” para as posições mais exteriores do terreno de jogo (as pontas). Quanto ao guarda-redes, deverá actuar como um líbero tentando anular não só o primeiro passe para o atacante (contra-ataque directo) mas também o segundo (caso o primeiro ainda se faça dentro do meio campo adversário). Para que actue neste sentido o guarda-redes deverá ter consciência que um golo directo ou marcado da primeira linha valem o mesmo, por isso não deverá ter medo de tentar interceptar os passes.
· Defesa dos remates de sete metros -» Neste tipo de situações só intervém o guarda-redes, é ele que manda, deverá ter uma atitude agressiva face ao rematador. Hoje em dia é normal assistirmos à situação em que o guarda-redes convida o atacante a rematar para determinada zona, oferecendo-lhe essa mesma zona e depois atirando-se para lá. Olson (2000) refere que esta última situação se pode tornar mais eficaz se a colocação do guarda-redes for feita em função da posição da bola na mão do rematador, i.e. o guarda-redes deverá colocar-se precisamente na frente da bola.
VIII. Conclusão
Ao longo da realização deste trabalho pudemo-nos aperceber a importância que um guarda-redes tem numa equipa de ANDEBOL, sendo por muitos considerado, e bem, o elemento mais importante dessa equipa.
Da análise das características que distinguem os melhores guarda-redes podemos concluir que variáveis como a altura e a envergadura podem ser determinantes na escolha da técnica a adoptar, de qualquer forma as qualidades psicológicas e principalmente as sensório-motoras também têm peso nesta decisão. Esta técnica não seria originária de uma escola em particular mas sim de um misto entre todas as escolas.
As etapas de formação deste jogador deverão ser divididas em função da sua idade biológica. Devemos obedecer aos princípios inerentes a cada uma delas de forma que durante a formação do jovem guarda-redes possamos assistir a uma potencialização das suas qualidades à medida que este evolui.
A preparação para um jogo deverá obedecer a certos e determinados princípios que têm na sua base a observação das movimentações da equipa adversária. A estes princípios também podem estar implícitos outros tais como o seguimento de uma dieta adequada e um treino adaptado e organizado em função do período competitivo em causa.
domingo, 25 de maio de 2008
Relíquias
Passe/recepção
É possível trabalhar também passe/recepção procurando que o atleta, neste caso pivot, funcione a 3 dimensões. O número de estímulos que varia com o número de acessórios utilizados deve ser adequado à idade a que se destina.
Também trabalhamos com os pivots no seu posto específico, variando orientação e tipos de recepção.
Obrigado Tiago Rocha!
Treino de G.Redes
Visão periférica e Velocidade de reacção.
Embora de exigência elevada, O próximo nível deste exercício seria introduzir uma bola.
Também trabalhamos este tipo de exercícios com o G.Redes deitado no chão, onde são gradualmente introduzidos diferentes balões. Em alguns momentos chegaram a ser 5 o número de balões utilizados, exigindo a utilização de braços e pernas para garantir a sustentação continuada de todos os balões. Os que caem ao chão são novamente introduzidos.
sábado, 24 de maio de 2008
Para refletir
A BOLA, 17.04.2008
1. Quem se ausenta para o exterior e regressa uma semana depois tem uma grata surpresa à sua espera! O país mudou e está uma lindeza resplandecente; o ar é fresco e a paisagem limpa; as flores atapetam o chão e margeiam os caminhos; o chilreio das aves mistura-se com o canto das crianças e um coro de harmonia e melodia delicia-nos os ouvidos; respira-se saúde e confiança; a pobreza acabou; a tristeza, o luto, o drama e o pessimismo deram lugar ao arco-íris da euforia nos sentimentos e gestos, no coração e vestuário; nos olhos acende-se o brilho do contentamento geral; o sorriso ilumina o rosto das pessoas de todas as condições e idades; os idosos viraram jovens; nos telejornais só se dizem verdades atraentes como um íman; não há promessas por cumprir e Pinóquio tem nariz normal; estrelejam foguetes; enfim, a hora é de festa, acção de graças e procissão. Que maravilha e encanto, que êxtase e felicidade, que privilégio estar neste tempo e lugar!
Uma autêntica metamorfose está a conferir outro sentido e feição à vida privada e individual, à pública e colectiva. Descobriu-se uma solução mágica para os males e mazelas do país, em todos os sectores. Agora a melhoria de todas as coisas já não depende do esforço, da mobilização, empenhamento, cumplicidade e solidariedade dos humanos; atinge-se automaticamente, de maneira célere e eficaz, através de leis e decretos. Basta ‘reformar’, ou seja, decretar e legislar, por grosso e atacado, a varejo e a retalho, para que tudo mude e melhore num ápice!
Os jovens procuravam nos adereços exotéricos e superficiais aquilo que é essencial e custa trabalho, querer, perseverança e suor?! O quadro está completamente alterado; foi suficiente um decreto-lei para eliminar esses adornos e suprir, de pronto, as carências que eles indiciavam.
Havia muito matrimónio desfeito e era desejável que os noivos dessem um nó bem sólido e fossem felizes para sempre?! A mudança foi radical; instituíram-se normas de fiscalização do casamento, para controlar donde vinham as ofertas e impedir que o diabo ocultasse no meio delas o traiçoeiro e letal veneno da infelicidade.
Era chocante o clima de desrespeito, atropelos, indisciplina, violência e impunidade que grassava nas escolas?! Isso foi totalmente cortado pela raiz com uma profusão de estatutos, portarias e regulamentos.
Era de asfixiante garrote o orçamento das universidades públicas?! Isso já lá vai; agora, por impulso legal, os benfazejos mecenas, curadores e doadores privados fazem fila na porta; e o dinheiro escorre a rodos, como numa mina de ouro a céu aberto.
Fiquemos por aqui. Bondam estes exemplos para vergar os incrédulos mais recalcitrantes! Doravante a legislação é o elixir da perfeição.
2. A Selecção de Futebol apraza com a Grécia um jogo de preparação para o Europeu que está à porta. Põem-se atletas em campo, como se fossem um bando arrebanhado ao virar da esquina; e espera-se que actuem como uma equipa e que, por cima, ainda ganhem!
Alguém anda a brincar e a caçoar connosco de maneira leviana. Uma selecção é assunto muito sério, porque é símbolo de um Povo, Nação e País. A graçola e a mangação foram longe de mais; não podem repetir-se. Na previsão do resultado há um bem inestimável que deve, a todo o custo, estar salvaguardado de antemão: a dignidade. Esta não pode conhecer a derrota; é uma vitória que é forçoso alcançar sempre.
3. A liberdade tem, em todos os tempos e lugares, um preço muito alto; é uma ‘coisa’ sumamente cara e preciosa. E difícil, porquanto desafia a lucidez, a razão e a vontade e implica escolhas, tantas e tantas vezes bem duras. Então hoje não se fala! Por isso mesmo ela é valiosa; é da ordem elevada e qualifica superiormente quem a defende e faz dela uso adequado. Ademais a função faz o órgão; a existência dita a essência. Logo não há pessoas livres, se não cultivarem activamente a liberdade e se aderirem ao oportunismo, contornando os perigos que ela acarreta. Ser livre é seguir um clarão que rompe a escuridão dentro e fora de nós; é arriscado, mas tem um gosto sublime e gratificante, impossível de perceber e saborear por quem se afaz à escravidão, à alienação e manipulação.
Jorge Olímpio Bento
O Guarda-Redes de Andebol (3ªparte)

Fig. 3- Deslocamento em função da posição da bola, adaptado de Martini (1980).
Estes deslocamentos devem sempre ser executados em contacto com o solo, devem-se evitar saltos e passos muito grandes neste tipo de deslocamentos. Segundo Martini (1980), existem três tipos de deslocamentos que podem ser executados pelo guarda-redes na baliza: (A) em semi-circulo, (B) em triangulo e (C) em dois semicírculos.

Fig. 4- Tipos de deslocamentos do guarda-redes na baliza, adaptado de Martini (1980).
Um aspecto onde muitos autores entram em desacordo é a questão se o guarda-redes deve ou não fazer defesas em queda. Referem que o facto do guarda-redes cair não lhe permitirá estar pré-disposto para defender um ressalto porque muitas vezes não tem tempo de voltar a alcançar a posição ideal. Os autores que afirmam que o guarda-redes deverá fazer defesas em queda referem o facto de que ao fazer uma defesa deste tipo o guarda-redes poderá oferecer uma maior superfície de contacto à bola, tornando mais fácil a defesa. Olson (2000), assume uma posição interessante, defende a metodologia da escola Sueca (defesa em queda) e justifica-a com o facto de que se o guarda-redes não defender a primeira bola nunca haverá um ressalto, assim o mais importante é sempre defender a primeira bola.
“De tudo quanto foi dito ressalta que a base de um guarda-redes reside no TRABALHO FÍSICO, na ATITUDE, e na TÉCNICA DE BASE”, (Olson, 2000; pp. 7).
4. Preparação para um jogo
O final de um jogo dita a imediata preparação para o jogo seguinte, desde a planificação das sessões de treino para essa semana, passando pelo visionamento de um vídeo e podendo terminar na nutrição.
Depois de determinadas quais as opções de treino para a preparação do próximo jogo os guarda-redes têm uma preparação especial e individualizada devidamente planeada pelo seu treinador, Zvonarek (2000).
Um factor importante neste processo é que os guarda-redes conheçam as características dos seus adversários, quais as suas tendências e opções técnico-tácticas. Tudo isto pode ser conseguido pelo visionamento de vídeos relativos a estes e pela análise efectuada em jogos anteriores.
A cooperação entre os guarda-redes e os restantes colegas da equipa também é um factor importante pois a colaboração entre estes pode reduzir a eficácia atacante da equipa adversária, Zvonarek (2000).
Não só o treino físico é uma componente importante desta preparação. O treino mental pode também fornecer um importante contributo. Existe pelo menos uma técnica de treino mental que permite ao guarda-redes imaginar-se (mesmo estando em casa) dentro da competição, esta técnica é designada de imagética ou visualização mental. Esta técnica não é mais do que “...a capacidade de nos vermos a nós próprios a desempenhar tarefas, evocando pensamentos e imagens, com um fim. Esta habilidade consiste em recuperar a informação armazenada na memória (através de todo o tipo de experiências) e remodelá-la através dos processos cognitivos” (Raposo et al, 2001; pp. 59).
Existem estudos científicos que comprovam a eficácia desta técnica e referenciam que durante o emprego desta técnica mental existe um exaltar do arousal fisiológico dos atletas, Richardson (1969) cit. em Alves (1999).
Porém não existe por agora nenhuma evidência que referencie a eficácia deste tipo de técnicas na preparação e no treino dos guarda-redes de ANDEBOL, pelo que seria um estudo interessante a desenvolver.
Treino de G.Redes
Visão periférica e velocidade de reacção
No caso do exercício com 3 balões, podemos aumentar a dificuldade utilizando dois de uma cor e um de outra, devendo ser tocados alternadamente.
O número de balões utilizados aumenta ou diminui a quantidade de estímulos a gerir.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Guarda-Redes de Andebol na etapa de Iniciação
Podem procurar neste link!
http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=2481001
O Guarda-Redes de Andebol (2ªparte)
3. Aquisição de uma técnica
A principal ideia comum a todas as escolas de guarda-redes é evitar que a bola entre na baliza. No entanto existem outros aspectos técnicos que são comuns a todas elas. Deverão ser estes os aspectos fundamentais a ensinar ao jovem guarda-redes visto que este ainda não entrou numa etapa de especialização e ainda não escolheu uma técnica final. A assimilação destes aspectos técnicos comuns pode no futuro facilitar o especialização do guarda-redes numa só técnica que se adequada às suas características.
Para Olson (2000, 2001), os principais aspectos técnicos comuns a todas as escolas de guarda-redes referem-se à posição das pernas e dos braços para além da atitude e do trabalho físico.
A colocação das mãos deverá ser semelhante à de um pugilista, à frente do peito e à altura do queixo dentro do campo visual do guarda-redes, os dedos devem encontrar-se ligeiramente flectidos. Esta posição permite todo o tipo de deslocamentos laterais e em profundidade sem perda de equilíbrio. As mãos encontram-se, assim, no centro de actuação deste jogador, estão à mesma distância tanto nos remates para cima como nos remates para baixo, Olson (2000, 2001).
Devemos evitar uma posição base de defesa onde os guarda-redes tenham a tendência de colocar os braços elevados acima da cabeça ou ligeiramente ao lado por forma a cobrir os ângulos de remate, são posições que retardam os movimentos, provocam desequilíbrios e acabam mesmo por se tornar desconfortáveis para os atletas.
O trabalho dos membros inferiores é fundamental. A posição base deve ser obtida com os joelhos flectidos e os calcanhares ligeiramente elevados. Os pés deverão estar afastados oscilando a distância entre os 40 e os 70 cm, Olson (2000; 2001).
Uma postura de pernas errada que algumas vezes se verifica em guarda-redes mais baixos caracteriza-se por estes defenderem nas pontas dos pés e com as pernas em extensão, pretendem assim compensar a sua falta de altura sem daí não tirarem nenhum proveito. A melhor forma de compensar esta falta de altura “é adoptar uma boa posição defensiva, o que aliado a uma boa forma física permite ter força suficiente para chegar ás bolas”, (Olson, 2001; pp. 19). Como meio privilegiado de impulsão deve-se sempre utilizar a perna contrária ao lado onde se dirige a bola, assim o guarda-redes tem sempre a outra perna livre para intervir em qualquer altura. Um bom trabalho de musculação pode ajudar a melhorar em muito esta acção técnica.
A manutenção do contacto visual com a bola é um aspecto importantíssimo na formação do guarda-redes, Olson (2000). Durante um jogo a sua atenção deverá estar distribuída por todos os aspectos internos (movimentações dos adversários e dos colegas de equipa), mas o contacto visual com a bola nunca pode ser quebrado. Este é um aspecto que é treinável, especialmente nos aquecimentos dos guarda-redes quando há sessões seguidas de remates. O treinador deverá instruir o guarda-redes no sentido de que estes devem olhar sempre a bola até a defenderem ou deixarem entrar na baliza e deverá organizar os exercícios de forma a que exista um certo timming entre cada remate, assim o guarda-redes terá tempo de defender uma bola e entrar em contacto visual com a próxima. Desta forma podemos potenciar o facto de o guarda-redes num jogo nunca perder o contacto visual com a bola.
O Guarda-Redes de Andebol (1ªparte)

http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 8 - N° 57 - Febrero de 2003 3 /4
1. Estado de orientação (6 - 10 anos)
Esta fase caracteriza-se por não haver especialização do guarda-redes, os principais objectivos prendem-se com o facto de o jogador começar a conhecer o ANDEBOL e o seu próprio corpo, o manejo e o contacto com a bola são muito importantes. As sessões práticas devem incidir essencialmente sobre a coordenação e trabalho de equipa (o ANDEBOL é essencialmente um jogo colectivo), Olson (2000).
É importante que as crianças percebam que têm dois braços e duas pernas e que o que conseguem fazer com os membros num dos lados também o conseguem fazer com o outro. Isto é muito importante para o guarda-redes pois na defesa da baliza é importante que este não tenha um “lado fraco”, daqui se pode concluir que devem ser sempre estimulados os dois lados do corpo e não apenas o lado forte.
Um outro facto importante prende-se com a coordenação entre os membros superiores e inferiores. Nesta fase de desenvolvimento devem-se praticar todo o tipo de desportos e em todas as posições por forma a que haja um desenvolvimento harmonioso de todas as partes do corpo.
2. Os princípios do guarda-redes (10 - 12 anos)
Nesta fase o principal objectivo é que o futuro guarda-redes se familiarize com a baliza, começando a ter noção dos princípios inerentes a este posto específico e a perder o “medo” da bola, também o contacto com esta é importante pelo que o trabalho com a bola deve ser mantido. É importante que o guarda-redes conquiste o seu lugar na equipa. Todos os jogadores devem passar por esta posição sem que seja imposto pelo treinador, eles próprios devem tomar a iniciativa. O treino com bolas mais moles e balizas mais pequenas deve ser contabilizado por forma a aumentar a segurança dos jovens quando se encontram naquele posto.
O importante é que a bola não entre na baliza, os meios pelos quais eles o fazem tem pouca importância.
3. Formação do guarda-redes (12 - 15 anos)
Esta fase caracteriza-se por ser a fase onde começa a especialização do guarda-redes propriamente dita, tem início também o trabalho de formação física (apenas com o peso do corpo, os pesos extras não são recomendados). Nesta fase é importante que o guarda-redes conheça as várias técnicas oriundas das várias escolas internacionais de guarda-redes, para que cada atleta possa, em função das suas características morfológicas, decidir qual a técnica específica que mais se adapta a si.
Esta é a fase onde o jovem tem que decidir, em conjunto com o seu treinador, se quer ou não ser guarda-redes.
4. Evolução para o futuro (15 - 19 anos)
Pela primeira vez o treinador pode-se dar ao trabalho de exigir que o guarda-redes se comporte como tal (que tenha atitude), dá-se continuidade especialização. Inicia-se também o trabalho conjunto com a defesa. Começa a ser dada mais importância ao factor físico (trabalho com pesos, saltos e multi-saltos) mas não só, o factor psicológico é de extrema importância. O guarda-redes em conjunto com o seu treinador deve procurar eleger uma técnica final adequada ás suas características.
O trabalho com balizas mais pequenas pode ser implementado nesta altura, por forma a que o guarda-redes ganhe mais confiança na defesa das bolas dirigidas para dentro do seu espaço motor. Este treino deve ser feito de uma forma progressiva, i.e. o tamanho da baliza deve ser aumentado progressivamente até chegar ao tamanho normalizado.
Nesta etapa todos devem assumir o facto de que o guarda-redes pensa, ele melhor do que todos os outros colegas de equipa consegue ler o jogo, desta forma deverá ocupar um lugar no topo desta hierarquia, deverá ser respeitado por todos.
5. Normal ou sensacional (dos 19 anos em diante)
Esta é uma etapa onde se dá uma separação entre os guarda-redes normais e aqueles que são considerados os guarda-redes sensacionais. Nesta fase o guarda-redes deverá tomar consciência daquilo que é capaz de fazer, do seu estado físico e até quando pretende continuar a jogar.
Nesta altura a técnica já deverá estar escolhida, agora o treino deverá incidir sobre a melhoria dos pequenos detalhes e procurar trabalhar sempre para melhorar a técnica, em consonância com a evolução do jogo.
Treino de G.Redes
Oclusão Visual
Estes trabalhos limitam a extracção de informação acerca da trajectória da bola.
Sobretudo depois de aprendida, qualquer actividade necessita da introdução de variantes de execução que possam aumentar a exigência do trabalho.
Neste exercício, já trabalhamos alternando uma com duas bolas, obrigando à utilização simultânea dos membros superiores.
Treino de G.Redes
Visão Periférica e Velocidade de Reacção
Com balões, trabalhamos sobretudo a visão periférica, dada a quantidade de informação a processar e descriminar pelo G.Redes. Aumentar o seu número, ou misturar balões de diferentes cores em que seja necessário seguir uma sequência determinada sobe o grau de dificuldade do exercício.
Obrigado ao Javier Santana e ao Luka Kisovec com quem tive o prazer de trabalhar este ano.
Comparando dados estatísticos com épocas anteriores, conseguimos melhorar resultados.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Treino de G.Redes
Oclusão Visual
O autor destes interessantes exercícios é "Pasqui", o treinador de G.Redes do F.C. Barcelona. Podem consultar a base teórica no artigo abaixo indicado.
http://www.aebm.com/documentos/archivos/El%20Entrenamiento%20del%20portero.pdf
Treino de G.Redes
Da mesma forma que antes agradeci ao Carlos, ao Figueira e ao Ricardo, hoje faço-o ao Candeias e ao Laurentino por permitirem a divulgação da sua imagem.
Táctica ofensiva (última parte)
Agradeço ao autor por gentilmente permitir a divulgação do artigo neste blogue.
Muchas gracias Jordi!
Com as devidas adaptações, os conceitos de jogo aqui referidos, são um caminho a percorrer na formação de jovens praticantes e consequentemente na construção de uma equipa. Estas ou outras ideias, devem constar na planificação, independentemente de estarem orientadas para a iniciação, aperfeiçoamento ou alto rendimento.
La utilización de los sistemas de juego en la vida deportiva de un equipo
Ya parecen los entrenadores con cierta formación y experiencia tener claro que un equipo de iniciación debe empezar por sistemas de juego abiertos, y a medida que el equipo crece y se desarrolla podemos avanzar hacia sistemas menos abiertos o más dirigidos.
En la primera fase de iniciación debemos progresar en el juego colectivo para evitar el juego anárquico. Ello supone establecer los espacios de juego y unas prioridades muy sencillas en las que se simplifiquen al máximo las decisiones a tomar por el jugador. La limitación en el uso del dríbling es de gran ayuda, reservado para resolver las situaciones de 1x1.
A medida que se estructura el juego de ataque, y el jugador aprende nuevos recursos ofensivos, especialmente colectivos, permitirá por una parte mejorar en el ritmo de juego y pensando en el minibásquet, utilizar el ataque rápido como sistema para realizar canastas antes de que se organice el equipo contrario. Ante un sistema ofensivo debe tener claro, en función del equipo y la categoría, que tipo de culminaciones nos interesa estimular, en estas edades: las penetraciones, y las recepciones interiores para tiros cortos.
El trabajo sobre combinaciones tácticas de grupo (inicialmente los aclarados, rotaciones y pase y va, y posteriormente el momento de iniciar los bloqueos) permite avanzar hacia sistemas de juego ya con incidencia sobre estas acciones colectivas que estamos trabajando.
En el momento de iniciar el trabajo de técnica específica, con objeto de que todos los jugadores conozcan las acciones de los diferentes puestos específicos, permite la diferenciación de jugadores interiores y exteriores, pero de carácter variable (intercambiable con los jugadores exteriores). Hasta que este aprendizaje no se dé, sería partidario de que las competiciones oficiales se jugaran con 4 jugadores por equipo.
Ello supondría sin duda fijar mejor los conceptos básicos colectivos, para construir sobre ellos, acciones de mayor complejidad (triangulaciones, dobles cortes, situaciones de 2x2 exterior-interior, bloqueos de mayor complejidad, etc.)
La aparición del juego con 2 jugadores interiores, supone otro nivel superior en el juego, ya que supone una redefinición espacial, apta para el juego de 5x5. A partir de este momento, en función del nivel del equipo y la categoría podemos iniciar los sistemas de juego libre con culminación determinada, o optar hacia sistemas de ataque por conceptos o semilibres.
Estos sistemas de juego ya nos permitirán crecer en cantidad (de posibles combinaciones y situaciones tácticas que podemos añadir) y calidad (o complejidad, en función de las características de nuestro equipo o jugadores específicos), tanto en una misma temporada, como a lo largo de la vida deportiva del equipo. En mi opinión los sistemas de ataque totalmente sistematizados deberían quedar para la historia.
Bibliografía
Bonhomme, M. y Hostal, Ph. (1985). Premiers pas vers le Basket. Ed. Amphora. Paris.
Bosch, G. y Poulain, T. (1996). Baloncesto. Agonos. Lleida.
Cárdenas, D. (2003). El proceso de formación táctica colectiva desde una perspectiva constructivista. En Actas del Curso de didáctica del Baloncesto en etapas de iniciación. Fundación Real Madrid. Madrid. (Formato digital)
Giménez, F.J. y Sáenz-López, P. (1999). Aspectos teóricos y prácticos de la iniciación al Baloncesto. Excma. Diputación de Huelva.
Hernández, J.V. (1998). Juego en función de la defensa. En Revista Clínic nº 42. A.E.E.B.. Madrid.
Ibáñez, S.J. (1992). Sistemas de juego: ventajas e inconvenientes. En Revista Clínic nº 18. A.E.E.B.. Madrid.
Ibáñez, S.J. (2002). Los contenidos de enseñanza del baloncesto en las categorías de formación. En Ibáñez, S.J. y Macías, M. (EDS.) Novos horizontes para o treino do basquetebol. Facultade de Motricidade Humana. Cruz Quebrada.
Ibáñez, S.J. y Pino, J. (1997). Criterios para la elaboración de los sistemas de juego en los deportes de equipo. En Revista de Entrenamiento Deportivo Tomo XI nº 3.
Lueking, D. (1993) Movimientos ofensivos con reglas. En Revista Clínic nº 20. A.E.E.B.. Madrid.
Ticó, J. (2002) Apuntes de la asignatura “Ampliación de los Fundamentos de los deportes: Baloncesto” INEFC-Lleida (inédito).
Treino de G.Redes
O elástico neste exercício visa aumentar ligeiramente a fase excêntrica da contracção muscular e gerar algum desequilíbrio. Posteriormente foi corrigida a orientação do tronco (momento do impacto).
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Táctica ofensiva (5ªparte)
Varios cambios reglamentarios, especialmente a partir del año 92 han condicionado los sistemas de juego de ataque y defensa. La aparición de la línea de 6’25 supuso una apertura de las defensas, que mejoró además de la espectacularidad de los lanzamientos de 3 puntos, el juego exterior al haber mayores espacios de penetración, y también el juego interior. Pero especialmente la disminución del tiempo de posesión a 24 segundos (que ha supuesto disminuir más de 6 segundos los ataques pues en este tiempo el balón ya debe haber tocado el aro), ha supuesto una pequeña gran revolución en los ataques.
Numerosos equipos se plantean presionar al base contrario en todo el campo, simplemente por la disminución del tiempo de ataque estático que supone. Todo ello supone que los sistemas tradicionales basados en un alto número de combinaciones (cortes, bloqueos, etc.), incluso que acababan por un lado y volvían a empezar en el mismo ataque por el otro, prácticamente han pasado a la historia. Por no hablar de lo qué ha supuesto para las funciones de los distintos puestos específicos y concretamente para el perfil del base.
La evolución del juego nos lleva a combinaciones no excesivamente complejas, pero bien aisladas y de las que los jugadores deben saber sacar el mejor partido, teniendo diferentes posibilidades de decidir en función del tipo de defensa realizado por el equipo contrario. Un sistema no puede encadenar más de tres o cuatro combinaciones como máximo, porque no hay tiempo material para ejecutarlas, por lo que todos los jugadores deben estar más predispuestos a culminar cuando la ocasión se presente.
El juego libre con culminación determinada
El juego libre con culminación determinada, se trata de un buen sistema de juego de progresión hacia sistemas semilibres. Se trata de un juego libre (orientado a acciones colectivas), en el que introducimos un estímulo o discriminativo preestablecido y conocido por todo el equipo, que supone la realización de una combinación táctica de grupo determinada que debe conducir a una culminación en función de la defensa del equipo contrario.
Ello significa que el equipo inicia su ataque estático con el juego libre, y en el momento que se produce o aparece el discriminativo (de forma aleatoria, lo provoca un jugador, o incluso se indica abiertamente) provoca una situación ofensiva que todos los jugadores saben ejecutar.
¿Qué tipos de discriminativos se pueden utilizar?, así como en sistemas estructurados normalmente se utilizan gestemas (señales con la mano realizadas por el base, colores, números,…) fácilmente identificables por el equipo contrario, en este caso permite la utilización de praxemas, es decir, situaciones de juego determinadas (por ejemplo, en el momento que el alero pase al poste arriba, o cuando el base realice un corte vertical tras pasar el balón al alero) esta señal, permitirá no solo ejecutar la combinación preestablecida, y que permite ser entrenada de forma minuciosa con todas las posibilidades defensivas posibles; sino que permite crear responsabilidades de rebote y balance defensivo porque sabemos que en poco tiempo va a darse la situación de culminación. Es decir, permite anticipar la fase de juego posterior, aspecto de vital importancia incluso en categorías de formación.
En equipos de formación, seremos muy progresivos utilizando combinaciones conocidas de sobras, entrenadas y utilizadas durante sistemas de juego libre. Y un equipo de alto rendimiento se puede permitir utilizar combinaciones de gran complejidad de sincronización, con participación coordinada de mayor número de jugadores y un mayor número de posibilidades, en función del nivel táctico y comprensivo de los jugadores. Incluso permite preparar combinaciones específicas para partidos concretos. Una máxima en todos los casos, es que más vale poco bien ejecutado, que pretender correr demasiado y que no salga nada.
Permite organizar el juego colectivo, sin menguar la creatividad de los jugadores, propia del juego libre. También permite un nivel de especialización de acuerdo con las características de nuestro equipo o categoría. Y sigue siendo igualmente importante leer la defensa durante la situación de juego.
El entrenador puede calibrar la frecuencia con la que desea jugar abiertamente libre, o utilizando las culminaciones preestablecidas, con la ventaja de que el tipo de discriminativo que se da, y la menor frecuencia de aparición de combinaciones, hace especialmente difícil la observación por parte del equipo contrario.
Al igual que el juego libre, permite jugar con un jugador interior variable, con dos, tres o con éstos puestos específicos ocupados por interiores fijos.
¿Cuándo podemos introducir este sistema de ataque? La respuesta sería, cuando el juego libre se nos quede corto. Pero debemos tener en cuenta que utiliza combinaciones tácticas de grupo, lo cual significa que estos contenidos deben haber sido desarrollados en los entrenamientos, y puestos en práctica en nuestro sistema de juego libre, como mínimo durante unos meses. Esto nos permitirá en una etapa posterior estructurar nuestras posibilidades de culminación.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Treino de G.Redes
Enquanto lemos o artigo, vou disponibilizar alguns trabalhos com G.Redes.
Agradeço aos intervenientes a autorização para divulgar a sua imagem.
Comecemos por aqui!
Táctica ofensiva (4ªparte)
Tradicionalmente a continuación vienen los ataques semilibres, que a diferencia del grupo anterior, el entrenador, además de organizar la posición inicial, también estructura el movimiento de jugadores y balón, es decir, concreta las opciones (más o menos abiertas) que se pueden dar en la gestión del sistema. No obstante, en este caso, sigue siendo responsabilidad del jugador identificar la situación de superioridad existente en el juego para elegir la culminación óptima. Éstos son los sistemas de juego por conceptos. Permite crear situaciones de juego de superioridad que al estar previamente entrenadas, y son provocadas concientemente en la competición, los jugadores saben cómo resolverlas consecuentemente. Permite la utilización de combinaciones tácticas grupales de mayor complejidad (lo cual sería muy difícil en el Juego libre, al necesitar de la coordinación de 3 o más jugadores en espacio y tiempo). El entrenador puede basar la gestión del sistema en los puntos fuertes de su propio equipo, y es utilizable con mínimas modificaciones ante diferentes tipos de sistemas defensivos. No obstante, la repetición de combinaciones nos hace algo vulnerables a los scoutings, a pesar de no existir gestemas específicos. Un ejemplo tradicional de este tipo de sistemas es el conocido “ataque Flex”, los movimientos llamados de “triple poste”, o el sistema shuffle, entre otros.
Finalmente en el último escalafón estarían los sistemas de juego sistematizados o estructurados, en los que el entrenador tiene previsto, prácticamente al milímetro y al segundo, los movimientos concretos de cada jugador así como su sincronización, es decir, todas la combinaciones, junto a las posibles culminaciones asociadas a cada combinación táctica. Incluso hay entrenadores que castigan el que un jugador se salga de las estrictas secuencias establecidas. Permite trabajar sobre los puntos fuertes de nuestros jugadores estrellas, y prever las mejores opciones siendo también conscientes de los elementos a evitar. Con alto volumen de entrenamiento, permite dominar las situaciones de partido previstas. Desgraciadamente es fácilmente detectable por los scoutings, y determinados jugadores priorizarán el desarrollo del sistema que la posibilidad de aprovechar una ventaja consistente y culminar. Si un equipo no tiene otras alternativas, ante defensas que anulen nuestras combinaciones, comportará la incapacidad de nuestro ataque para anotar. Como no, dentro los sistemas estructurados podríamos identificar una clasificación en función de diferentes aspectos, que no es el objeto de este documento, además que cada vez están más en desuso.
Atlético de Madrid - Benfica
Num dos jogos da liga Asobal que gravei recentemente, colocaram este vídeo curto que nos faz viajar no tempo. Este jogo foi uma eliminatória da liga dos Campeões em 1962/63, ou seja, muitos de nós ainda não éramos nascidos. Quem sabe, algum avô que ainda hoje goste de andebol o possa apanhar, se assim for, desfrutem!
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Táctica ofensiva (3ªparte)
Tradicionalmente se han diferenciado, a grandes rasgos, tres tipos de sistemas de juego ofensivos (ver S. J. Ibáñez, 92): libres, semilibres y sistematizados; aunque sería discutible la conceptualización que los diferentes autores hacen a lo largo de la historia de cada uno de los tipos en numerosas publicaciones.
En mi opinión, y muy a grosso modo, las características de los tres tipos de sistemas de juego ofensivos son las siguientes.
Para empezar el concepto de juego libre se presta a confusión, ya que totalmente libre no debería existir ningún sistema de juego, sino significa que carece de las características propias de los sistemas de juego. Al juego carente totalmente de reglas, como el que realizarían unos jugadores noveles en sus primeros encuentros sin conocimiento apenas del deporte, es lo que podemos llamar Juego anárquico. Este tipo de juego debe eliminarse cuanto antes mejor, y enseguida empezar a marcar prioridades y normas sencillas pero que permitan un orden de juego mínimo.
El Juego libre o que particularmente queda mejor definido por Juego con normas (denominación utilizada por algunos autores), se trata de ordenar unos espacios de juego y una posición inicial establecida por el entrenador, así como unas prioridades en el movimiento de los jugadores y unas acciones respecto el jugador con balón. A partir de aquí, cada jugador tiene plena libertad en la elección de las acciones de juego en función de la lectura de la situación de juego.
Permite jugar a partir de situaciones muy simplificadas y normas de gran flexibilidad, aprendiendo a crear situaciones simplificadas de juego, para a continuación resolverlas. De esta forma el jugador puede poner en práctica las situaciones de juego trabajadas en los entrenamientos a partir de su identificación. Los medios tácticos colectivos que se utilizan están en función del nivel y conocimiento de los propios jugadores, y se basan en su propia competencia, ya que por ensayo-error cada jugador tenderá a realizar acciones individuales en las que tenga más éxito o se sienta más competente. Favorece la toma de decisiones y el asumir responsabilidades.
El juego libre es utilizable no sólo en las primeras etapas de la iniciación, sino en cualquier etapa, en mi opinión, incluso cualquier equipo de máximo rendimiento, debería tener en su batería de sistemas ofensivos, un tipo de sistema de juego libre. Entre otros motivos, representa un juego difícil de defender al tener gran variabilidad de combinaciones (más importante de lo que parece ante la optimización de los scoutings actuales).
Podemos diferenciar diversos tipos de juego libre, que he agrupado de la siguiente forma:
- Juego libre orientado a acciones individuales: el que se debe enseñar en la primera iniciación, con objeto de evitar el juego anárquico. Se basa en conceptos básicos respecto a las acciones del jugador con balón y jugadores sin balón, para conseguir una ocupación de espacios coherente y evitar que un jugador pueda estorbar la acción de un compañero, mediante unas prioridades. Siempre se juega sin puestos específicos, y compartiendo la propuesta de D. Cárdenas (2003) considero que en las primeras edades debería reducirse el número de jugadores de la competición al juego 3x3 o como mínimo al 4x4.
- Juego libre orientado a acciones colectivas: Es el siguiente paso, en la que se empiezan a introducir medios tácticos colectivos o acciones de grupo (aclarado, pase y va, pase y reemplazo, bloqueos,…). El sistema de juego más utilizado, y de gran valor educativo en este sentido es el llamado “Pasar y jugar” (Passing game), se trata de un juego continuo cuyas acciones en general se centran en la acción del pasador.
- A partir de aquí podemos incrementar la complejidades sistema de juego a partir de la introducción de acciones táctico-técnicas específicas, como sería la inclusión de un jugador interior variable (es decir existe un jugador interior, pero que no ataca como puesto específico fijo, sino que según el desarrollo de juego pasa a ser jugador exterior, y uno exterior puede pasar a jugar en el interior). Éste será el primer tipo de sistema de juego que se utilizará en el momento en que se empiece a trabajar la táctica-técnica individual de los puestos específicos “con todos los jugadores”. En este caso, una de las normas, será la forma de establecer las rotaciones de exterior a interior y a la inversa.
- Los siguientes niveles en complejidad, si no optamos por un tipo de juego semilibre, sería introducir 2 jugadores interiores variables, y en una edad conveniente, utilizar puestos específicos fijos. Con normas diferenciadas para exteriores e interiores.
domingo, 18 de maio de 2008
Taça de Portugal 07/08
Táctica ofensiva (2ªparte)
Aunque existen multitud de posibilidades, podríamos diferenciar claramente tres fases secuenciales en cualquier sistema de juego, y cada una debería comprender ciertas características:
1.- Posición inicial:
Es la ocupación espacial de los jugadores para iniciar el ataque estático. Siempre decidida por el entrenador de antemano.
En ella deben preestablecerse además de la situación en el campo (1-2-2, 1-3-1, etc.), si se juega con puestos específicos fijos o variables, y el número de jugadores en la primera fila y el número de jugadores interiores,
En equipos de élite, en muchas situaciones esta posición inicial es muy fugaz al encadenar los movimientos de la transición ofensiva con el propio ataque estático. La capacidad de encadenar las diferentes fases de juego es síntoma de maestría deportiva.
2.- Gestión del sistema
Comprende:
- La estructuración espacial: (lo que ahora se ha puesto de moda llamar “spacing”) el ocupar mayor espacio favorece el ataque
- Aislar las acciones de grupo o combinaciones tácticas (medios tácticos colectivos)
- Las posiciones de los jugadores respecto el Hombre-balón, y entre sí
- Respetar el balance defensivo y posibilidad de rebote ofensivo
- La circulación de jugadores:
- Dinamismo (especialmente los jugadores sin balón)
- Equilibrio de jugadores en ambos lados (derecha/izquierda)
- Acciones en el lado fuerte y lado débil
- Acciones de juego directo (con objeto de conseguir condiciones de lanzamiento) y de juego indirecto (con objeto de facilitar acciones de compañeros, dar movilidad al balón, etc.)
- La circulación del balón:
- Dinamismo del balón (por sí solo desajusta la defensa)
- Evitar pases muy cortos, y atención a los muy largos
- Equilibrio del juego exterior e interior
- Equilibrio de juego por la derecha y por la izquierda
- La sincronización espacio—temporal (“timing”)
- Fluidez del juego
- Imperativos temporales del juego
3.- Culminación
Que comprende la acción de juego directo definitiva, que un jugador elige para conseguir lanzar a canasta con máximas probabilidades de acierto. En el momento de ejecutar la culminación, sería deseable estar en disposición de ir al rebote, así como de iniciar el balance defensivo.
sábado, 17 de maio de 2008
A táctica pode ser uma verdadeira armadilha se os elementos do jogo não forem perfeitamente identificados e compreendidos por todos. Para tal, o treinador deve ser o elo de ligação da constelação táctica que se vai criando com a formação de uma equipa e do seu modelo de jogo!Táctica ofensiva (1ªparte)
EL JUEGO LIBRE CON CULMINACIÓN DETERMINADA: EL SISTEMA DE ATAQUE DEL FUTURO
J. Ticó
INEF Catalunya – Universitat de Lleida
jtico@inefc.UdL.es
Introducción y conceptualización
No creo necesario profundizar en aspectos teóricos y matices conceptuales para definir el objeto de análisis que nos ocupa. En su lugar prefiero tratar el tema bajo mi punto de vista, fruto de mi experiencia y forma de entender el Baloncesto moderno en iniciación y en élite.
Nos vamos a referir específicamente a una parte del juego (del juego colectivo, por supuesto); juego que podemos dividir en lo que denominamos las fases del juego: Al perder la posesión del balón: Balance defensivo (Transición defensiva, repliegue…); la defensa estática (defensa colectiva, sistemas de juego defensivos…), y tras recuperar la posesión del balón: contraataque y/o transición ofensiva y el ataque estático donde se desarrollan los sistemas de juego ofensivos.
Un sistema de juego, es la estrategia, en mayor o menor medida preparada y planificada por el entrenador, dirigida a ordenar y coordinar las posiciones en el campo, desplazamientos y ocupación de espacios, así como las diferentes acciones de juego (con y sin balón, individuales y grupales) de los diferentes jugadores del equipo, con el fin de conseguir con éxito frente a la oposición del equipo contrario los objetivos del juego.
Ello implica necesariamente tener en cuenta un cúmulo enorme de factores:
· que debe ser comprendido y bien entrenado;
· necesita coordinación de acciones entre diferentes jugadores; incluyendo acciones individuales y acciones de grupo (combinaciones entre 2, 3 o 4 jugadores);
· sean sistemas más abiertos o cerrados, siempre existe la incertidumbre de cómo se opone el equipo contrario a cada secuencia, por lo que necesariamente será imprescindible la lectura de la situación de juego por parte de los jugadores, interpretación de las prioridades y cierta “creatividad” en la elaboración de respuestas al juego;
· implica que los jugadores tomen decisiones, no sólo en función de la situación concreta del juego en un momento determinado, sino influido por su puesto específico, su estilo personal y los puntos fuertes individuales, la superioridad respecto el defensor o el equipo contrario, los imperativos temporales, el estilo y prioridades definidas por el entrenador, y un elevado número de factores que de forma directa o indirecta pueden influir en una toma de decisiones determinada; (aunque un entrenador pretenda simplificar todas las posibles respuestas, la cantidad de combinaciones posibles supone inexorablemente un proceso deductivo por parte del jugador)
· comprende una ordenación tanto espacial como temporal de las acciones;
· deben estar encaminadas a conseguir eficacia ofensiva.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
IV Clinic Lanzarote
quinta-feira, 15 de maio de 2008
En una jornada final en la que se definían los descensos, el Teka Cantabria logró un triunfo magnífico a domicilio: un gol decisivo del danés Bo Spellerberg le dio la víctoria a los cántabros por 27-28 ante el Ademar León y, de esa manera, condenó al Keymare Almería y al Algeciras a la pérdida de la categoría.
El Algeciras se va de la Asobal con un triunfo grande
El Balonmano Algeciras pierde la categoría a lo grande, ya que en la última jornada se impuso a los actuales campeones de Europa y de la liga Asobal los manchegos del Ciudad Real por 37 a 33. Una victoria que no les sirve de nada a los andaluces pues después de los resultados de la jornada no han conseguido conservar la categoría y junto a su paisanos del Almería que también ganaron, al Arrate, por 25 a 21, también pierden la categoria.
El Keymare derrota al Arrate pero desciendeEl Keymare Almería consiguió frente al Arrate una victoria por 25-21 que no le ahorró el disgusto de bajar a la división de Honor B, al producirse las victorias de Algeciras y Teka en sus respectivos partidos. El equipo almeriense se ha paseado ante un Arrate que en ningún momento ha plantado cara ni ha encarado el encuentro con la intensidad de uno en el que hubiera algo en juego.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
75º Aniversário da AAP
José António Silva e Paulo Jorge Pereira serão os técnicos portugueses que abrilhantarão, a par do espanhol Juan Anton Garcia e do sérvio Dragan Djukic, os temas do desenvolvimento do jogo, nas áreas técnica e táctica, no regressado CLINIC DE INFORMAÇÃO INTERNACIONAL DO PORTO, subordinado ao tema “Andebol – Iniciação, Formação e Especialização”. Este evento, em 22ª edição, decorrerá em Águas Santas – Maia, de 30 de Maio, às 18h30, a 1 de Junho com encerramento às 18h30, com o apoio da Câmara Municipal da Maia e da Federação de Andebol de Portugal, sob a coordenação de Jorge Tormenta e António Torres e está integrado no programa das “Comemorações do 75º Aniversário da Associação de Andebol do Porto”.
Fazendo abordagens no âmbito de outras ciências do desporto participarão ainda prelectores prestigiados como José Soares, Isabel Mesquita, José Leandro Massada, Manuel Nunes e Jorge Araújo. As sessões teóricas decorrerão no Auditório Municipal da Quinta da Caverneira, situado perto do Pavilhão Municipal de Aguas Santas 2 - Corim onde, por sua vez, decorrerão as sessões teórico-práticas. Mas não só. Pela primeira vez o Clinic incluirá o jogo Portugal x Suiça, em Selecções “A” Masculinas, no Pavilhão da Atlética de Aguas Santas, pelas 17 horas de sábado (30), de preparação para o Campeonato da Europa. As fichas de inscrição devem ser dirigidas para a Associação de Andebol do Porto podendo ser obtidas no respectivo sítio da mesma (http://www.andebolporto.pt/). O programa das comemorações dos 75 anos da AA Porto que decorre desde 29 de Março, culminará no Jantar Solene de Encerramento a 27 de Junho, tendo antes o Campeonato Nacional de Iniciados (23 a 25 de Maio, na Maia) e o jogo do “play-off” de apuramento para o Europeu Feminino, Portugal x Polónia (8 de Junho, em Gaia).
AAP
Resposta a Mariano
No que se refere ao andebol, percebe-se facilmente uma diferença na velocidade a que se desenvolve o jogo, não só nas situações de transição mas também nas de ataque posicional, já que as equipas possuem habitualmente dois jogadores por posto especifico de semelhante rendimento, o que permite manter um ritmo de jogo elevado durante mais tempo. Este factor faz com que o número de ataques seja maior e consequentemente o número de golos.
Por outro lado, a maioria das equipas utiliza como sistema defensivo base, o sistema 6:0, tendo como sistema alternativo 5:1 com distintas variantes, são disso exemplo, o Barcelona, o Ademar de Leon, o Cai Aragon, o Portland San Antonio e outras. A excepção é o Ciudad Real que normalmente defende 5:1 com variações de profundidade e pequenos detalhes de funcionamento. Em Portugal verifica-se uma maior utilização do sistema defensivo 5:1 como sistema defensivo base.
Em Portugal observam-se ataques mais prolongados na busca de continuidade e provavelmente finaliza-se mais da 2ª linha. Um factor que potencia esta ocorrência é a interpretação da regra de jogo passivo, já que em Espanha os árbitros não permitem ataques demasiado longos. As possibilidades dos jogadores da 1ª linha também são diferentes.
Referi apenas algumas diferenças, provavelmente as mais evidentes, no entanto em Portugal joga-se bem tacticamente e não estamos longe do “saber fazer” bem, resta encontrar-mos o modelo que melhor se adapte aos nossos jogadores, pois muitos deles têm qualidade para jogar entre os melhores.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Blogosfera
Creio que estes espaços sendo bem aproveitados, podem ser um meio excelente para o nosso crescimento, pelo que não me assusta a sua proliferação quase incontrolada, no entanto o que sim me pode assustar um pouco é o “boom” do anonimato que faz com que por vezes tudo isto seja um paradoxo, sou livre para opinar mas não para dizer quem sou.
A verdade é que acordei a pensar nisto, e devia acordar a pensar na preparação dos trabalhos do Clinic, coisas da Blogosfera.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Clinic e liga de Campeões
Tive oportunidade de assistir em directo aos dois jogos da liga dos Campeões (final) que decorreram nos dias 4 e 11 de Maio entre o Ciudad Real e o Kiel. Creio que em Portugal não foi transmitido, como é hábito nestas coisas… Nunca pensei depois de ver o primeiro jogo, que o Ciudad Real fosse capaz de superar um Kiel tão poderoso. A verdade é que tenho aprendido em Espanha que os jogos só acabam quando acabam, e aqui foi um exemplo claro de crença por parte dos Espanhóis e desleixo por parte dos Alemães. Provavelmente tentarei fazer uma análise comparativa dos dois jogos procurando ver a perspectiva dos treinadores, o que terá mudado de um jogo para o outro? Tudo depende do tempo que tenha para o fazer e se terminar, poderá ser um dos temas de algum destes clinics.
Abraço
Paulo Pereira
Um Trocar de Ideias
Abraço
Paulo Pereira
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Artigos
Seria muito interessante ter mais artigos escritos em Português. Podem envia-los para o meu endereço de e-mail responsabilizando-me pela sua divulgação no menor espaço de tempo possível.
Também fica em aberto a possibilidade de discutirmos estes ou outros temas sempre que o tempo e a disponibilidade o permitam.







