
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Handball at the Beijing 2008 Olympic Games
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Liga dos Campeões 2007/08

Estes dados estatísticos, correspondem a uma simples análise que efectuei aos dois jogos da final deste ano da liga dos campeões entre o Ciudad Real e o Kiel.
Não sabendo com exactidão se a diferença entre as equipas é estatisticamente significativa, relativamente ao número de interrupções do jogo (com e sem sanção disciplinar), podemos perceber que a equipa que mais vezes interrompeu o jogo foi vencedora.
Não sabendo com exactidão se a diferença entre as equipas é estatisticamente significativa, relativamente ao número de interrupções do jogo (com e sem sanção disciplinar), podemos perceber que a equipa que mais vezes interrompeu o jogo foi vencedora.
É interessante também notar a diferença entre o primeiro e o segundo jogo quanto ao número de interrupções em transição defensiva.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Germany is the new Women's Junior World Champion.
domingo, 3 de agosto de 2008
Análise da problemática das acções faltosas defensivas nos jogos de andebol

Amanhã disponibilizarei um trabalho de monografia para obtenção de licenciatura do Curso Superior de Educação física e desporto do Instituto Superior da Maia (ISMAI) com o tema: “Análise da problemática das acções faltosas defensivas nos jogos de andebol”.
Agradeço ao António Pereira a autorização para publicação do trabalho neste blogue.
Agradeço ao António Pereira a autorização para publicação do trabalho neste blogue.
Euro Sub20 Masculinos
Parabéns à Selecção e equipa técnica!
Portugal cumpriu objectivos com distinção
Portugal venceu, ontem, a República Checa, por uns esclarecedores 35-27, no jogo de atribuição dos 7.º e 8.º lugares. Um desfecho bem diferente do anterior encontro que terminara com um empate com os checos.
Desta vez, Portugal dominou todo o tempo, tendo conseguido vantagens que, cedo, permitiram uma eficiente gestão da liderança do marcador e do próprio plantel, ganhando com tranquilidade inesperada para uma partida decisiva.
Se tivermos em conta que Portugal poderia ter batido, pois tem valor para isso, a selecção espanhola, e agora poderia estar no 5.º ou 6.º lugare, então haverá um certo... sabor a pouco. Por outro lado, se notarmos que a formação nacional teve que defrontar as duas selecções que atingiram a final, Alemanha e Dinamarca, e apenas a nórdica venceu categoricamente, então será impossível não classificar como um êxito a participação lusa no Europeu da Roménia. Mas uma coisa não merece contestação, desde que há Europeu de Sub-20, este foi o melhor resultado de sempre.
Antes, em 1992, na Suíça, ainda sob a denominação de Europeu de Juniores, Portugal foi campeão, numa selecção de Mircea Costashe onde estavam Eduardo Filipe (FC Porto) e Fernando Nunes (Sporting), entre outros.
Esta selecção já tinha deixados excelentes indicações na recente vitória alcançada na Taça das Quatro Nações, realizadas em Estarreja, e, para além disso, era conhecida a experiência competitiva de muitos jovens que marcam presença regular nos principais plantéis seniores. No entanto, numa competição com esta dureza e com estas características era uma incógnita saber até onde poderiam ir. Mas se havia dúvidas quando ao valor desta "fornada" de jovens, estarão agora dissipadas definitivamente.
Miguel Ribeiro
Fonte: Jornal o jogo
sábado, 2 de agosto de 2008
Possibilidade de organização táctica para momentos especiais do jogo de andebol: Ataque em Superioridade e Inferioridade Numérica (última parte).
Neste caso, considerou-se a proveniência da bola, a partir do LE, ou seja próximo da zona do pivot. Poderemos configurar a chegada da bola ao Central vinda do LD, sobretudo para criar mais problemas às acções de dissuasão por parte dos defensores laterais ou central (Fig.20). Desta forma o pivot poderá fixar defensores longe da bola e impedir uma possível dissuasão par do defensor central. O pivot deve reconhecer o espaço e tomar a iniciativa de desmarcar para receber do LD.
Estes são apenas alguns exemplos de como finalizar acções em SN tendo em conta a manutenção do posto específico sem recorrer a meios tácticos como o cruzamento ou a permuta que implicam mudança de posto específico. A operacionalidade dos movimentos ofensivos deve obedecer a detalhes que marcam claramente a diferença entre conseguir ou não uma boa situação de finalização. Cabe à equipa técnica optar pelas soluções que melhor se adaptam às características dos seus jogadores.
Como vimos anteriormente, em muitos jogos, cerca de 20% do tempo decorre em assimetria funcional o que obriga a que a planificação das actividades seja elaborada atendendo à importância desta referência. Por outro lado, são aspectos psicológicos que podem condicionar o rendimento e consequentemente o resultado final.
Bibliografia
Antón, J. L. (1998). Balonmano: Táctica grupal ofensiva. Concepto, estructura y metodología. Ed. Paidotribo. Barcelona.
Falkowski, M y Enríquez, E. (1988). Los sistemas de juego ofensivos. Editorial Esteban Sanz. Madrid.
García, J. A et al (2003) Influencia de las variables Tiempo y Distancia en la eficacia del juego con transformaciones, en cuatro equipos de balonmano de alto nivel. Posibilidades para la aplicación en el entrenamiento. Motricidad. European Jornal of Human movement , 12, 79-94.
Leon, L. (1998) Funcionamiento ofensivo en situaciones asimétricas. Área de balonmano, nº 11.
Prudente, J.; Marques, A.; Garganta, J (2000). Eficácia do resultado em situações de jogo em Superioridade numérica (6X5) no Andebol de Alto nível.
Rocha. A. (2001). Sistemas defensivos em superioridade numérica em Andebol. Monografia para obtenção do grau de licenciatura - I.S.M.A.I.
Sanz, I.; Gutiérrez, P.; Martínez, I. (2004). Comparación de ataques en superioridad e igualdad numérica en balonmano en la temporada 2002-2003. Rendimiento Deportivo.com, nº8.
Silva, J.A. (1998). Análise dos indicadores de rendimento em equipas de Andebol. Comunicação apresentada no IV World congress of Notational Analysis of Sport – FCDEF – Universidade do Porto.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Euro Sub20 masculinos: Portugal procura a melhor classificação de sempre

Só temos que dar os parabéns à participação digna que esta selecção está a ter neste campeonato!

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O prémio de Melhor Jogador de Portugal foi, hoje, entregue a Wilson Davyes, que recebe este prémio pela segunda vez, neste Campeonato da Europa. Perante este resultado, Portugal vai disputar, com a República Checa, o 7º / 8º lugares do Europeu de Sub20 Masculino, no sábado, pelas 16h30 locais. No último dia 30 de Julho, as duas selecções empataram a 25 golos, num jogo do Grupo Principal II.
Fonte:FAP
¿Quién puede ser entrenador? *

Cualquier persona suficientemente interesada en el juego; que en él encontró motivación para estudiar, trabajar, desarrollar su personalidad y su capacidad para enseñar; que cree en los valores éticos y culturales del deporte; que desea hacer cursos de entrenador, ir a coloquios y a torneos; que le libros, revistas periódicos; que siente cortas las veinticuatro horas del día; que piensa en baloncesto por la mañana, cuando está en la ducha, afeita su barba, desayuna, se desplaza al trabajo, cuando come, en los viajes, en el cine y en el club social; que, en un partido de campeonato, escribe jugadas y esquemas con un lápiz que ha pedido a alguien; que, en el restaurante, usa la toalla, las servilletas o cualquier cosa en la que pueda escribir una jugada; que se va a la cama con papel y lápiz en la mesa de cabecera para no perder las «iluminaciones» hechas durante los sueños o las crisis de sonambulismo y conseguir utilizarlas en el entrenamiento del día siguiente; cualquier persona que hace todo eso, que al día siguiente está con disposición para hacer lo mismo y que le gusta hacerlo – esa persona es Entrenador”
Clair Bee; The Science of Coaching, New York, 1945
* Retirado do trabalho de Doutoramento de José Salvador Soares (Universidade de Extremadura - Cáceres)
Possibilidade de organização táctica para momentos especiais do jogo de andebol: Ataque em Superioridade e Inferioridade Numérica (parte XIV).
Outro movimento com características semelhantes (figura 18), define como protagonista da decisão a tomar, o jogador central.
É necessário que o LE proceda anteriormente à fixação para o exterior do defensor lateral, garantindo o cumprimento dos princípios ofensivos da amplitude e profundidade, ao mesmo tempo que procura assistir companheiros em posição favorável de finalização (sobretudo pivot e extremo contíguo).
Nesta circunstância o pivot está agora posicionado entre os defensores central e lateral próximo da zona da bola e se não receber do LE, deve readaptar a sua posição para garantir vantagem para receber do Central, que por sua vez, deve optar pela melhor solução de continuidade podendo ser também ele a finalizar a acção.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Balic no Zagreb

Ivano Balic ha dejado de ser jugador del Portland San Antonio y mañana será presentado como la nueva estrella del Croatia Zagreb, tras alcanzar un acuerdo las directivas de ambos clubes para traspasar al central internacional, que tenía un año más de contrato con el equipo navarro.
El presidente del club Keymare Almería, Antonio Miras, ha confirmado que su equipo ha presentado ya la candidatura a ocupar la plaza que le fue ofrecida tras el descenso "económico" de Teka Cantabria. Miras ha subrayado la disposición a ocupar la plaza, aunque ahora decidirán Asobal y la Federación Española de Balonmano.
Possibilidade de organização táctica para momentos especiais do jogo de andebol: Ataque em Superioridade e Inferioridade Numérica (parte XIII).
Ataque em Superioridade numérica
Existem estudos que demonstram uma forte correlação entre eficácia em situação de SN ofensiva e resultado final do jogo (Prudente, et al, 2000; Silva, 1998), pelo que, garantir boas condições de finalização deve ser um objectivo essencial.
É importante considerar que atacar nesta circunstância, significa ter já uma vantagem adquirida, quer de posição quer numérica, que deve ser explorada conservando o mais possível o posto específico, sem recorrer a meios tácticos que impliquem o seu abandono. Podem existir casos, determinados pelas carências técnicas ou características dos jogadores, em que os meios tácticos a utilizar podem ser diferentes dos que aqui vão ser propostos. Seria um erro planificar acções ofensivas em SN, destinadas a que determinado jogador seja o centro da tomada de decisão sem que este tenha ferramentas susceptíveis de gerar boas respostas tácticas. Da mesma forma, prever soluções garantidas por bloqueios do pivot não sabendo este utilizar adequadamente este meio táctico, conduziria certamente ao fracasso.
A figura 17 mostra uma acção que implica a tomada de decisão do LE após receber do jogador Central. A aproximação do LE também pode ocorrer após drible. O que definirá o êxito do movimento táctico, são detalhes de operacionalidade e concentração em todos os indícios, até porque normalmente os defensores adquirem maior actividade e profundidade.
O central, deve garantir proximidade ao LE, para dificultar a possível acção de dissuasão do defensor lateral, e para que sejam libertados mais espaços longe da bola a serem utilizados pelo LD, ou ED quando se produz a aproximação do LE ao espaço compreendido entre os defensores lateral e central. Dessa localização, o LE deve escolher a melhor solução em função das circunstâncias. Se a dissuasão do defensor lateral não existir, o passe ao central seria outra possibilidade de continuidade.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Euro Sub20 Masculinos: empate entre Portugal e República Checa


A selecção portuguesa empatou a 25 golos com a selecção da República Checa.
O prémio de Melhor Jogador foi hoje entregue a João Antunes. Com este resultado, Portugal fica no 4º lugar do Grupo Principal II. Amanhã, quinta-feira, é dia de descanso para as selecções e, na sexta-feira, os Juniores A de Portugal vão jogar com a Espanha - o 3º classificado do Grupo Principal I. O vencedor do encontro de sexta-feira vai, no sábado, disputar o 5º e 6º lugares do Campeonato da Europa, enquanto o vencido disputa o 7º e 8º.
Fonte: FAP
Possibilidade de organização táctica para momentos especiais do jogo de andebol: Ataque em Superioridade e Inferioridade Numérica (parte XII).
A reposição do extremo, está dificultada pela presença de um maior número de defensores, pelo que deve permanecer mais tempo como jogador pivot, observando se existem espaços para uma possível reposição (figura 15).
Fig. 15 – A reposição do EE agora está dificultada pela presença de um maior número de defensores na 1ª linha defensiva.O ecrã do Central (agora a LD) a um dos defensores centrais após passe ao ED, pode possibilitar uma finalização rápida do LE após receber a bola do ED, constituindo uma possível variante do sistema de continuidade, como se pode observar na figura 16.
A rapidez na construção e consolidação do modelo de jogo ofensivo de ataque em IN, juntamente com a qualidade técnica e táctica dos jogadores vai definir as possibilidades da equipa atingir patamares mais elevados de organização.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Euro Sub20 Masculinos
O País dos Doutores

Com cerca de 3 meses de existência deste blogue, pude constatar algumas coisas interessantes, sendo um facto que sinto que de alguma forma estou a contribuir para a formação de alguns treinadores de diferentes níveis, especialmente pela assídua troca de informação (sobretudo por e-mail) que existe entre mim e eles. Por outro lado e dada a frequência de visitas, quer-me parecer que não caiu em saco roto esta iniciativa, que não foi mais do que um motivo para me sentir mais próximo dos meus, e ao mesmo tempo, colaborar à distância e dentro do possível para a formação de treinadores mais jovens . Desconheço quanto tempo poderei ajudar, mas enquanto for possível falo-ei com todo o gosto. A título informativo, as visitas ocorrem em maior número de Portugal, sobretudo e por esta ordem, do Porto, Lisboa, Maia, Braga e Felgueiras, seguido de Espanha (Catalunha, Madrid e Bilbao), Brasil e Itália e mais de 70 territórios de distintas partes do mundo com uma taxa de retorno na ordem dos 70%. Isto leva-me a pensar que o número de visitas supera o movimento visível ao nível da discussão e troca de informação que seriam desejáveis.
Para finalizar, devo explicar o motivo destas linhas que agora escrevo, que resultam de um comentário acerca do treino da força (propriocepção) do mês passado. Se por um lado, os treinadores que visitam o site, devem agradecer a participação desinteressada de outros treinadores mais experientes e com conhecimentos que podem ajudar de forma efectiva, por outro, sobram os Doutores que só participam para corrigir as vírgulas ou onde deve estar o ponto final… Como diriam alguns, para ter amigos desses prefiro ter inimigos… Ninguém é obrigado a participar, mas se o faz, deve pelo menos respeitar a curiosidade dos que visitam o site numa perspectiva de enriquecer conhecimentos.
Desde já agradeço aos que intervêm no conteúdo pois é aí que necessitamos de intervir, nós e fundamentalmente o País.
Obrigado pela atenção!
Obrigado pela atenção!
Possibilidade de organização táctica para momentos especiais do jogo de andebol: Ataque em Superioridade e Inferioridade Numérica (parte XI).
Ataque a defesa 6:0
O movimento seleccionado para atacar esta defesa, é idêntico ao utilizado contra o sistema defensivo 5:1, pelo que o objectivo a atingir é facilmente perceptível.
Circula um extremo (que pode ser um jogador pivot) após cruzamento com o lateral contíguo e produz-se um movimento na 1ª linha ofensiva de cruzamento entre laterais e troca de posto do central que ocupa o posto de LD (figura 13).
O EE procura posicionar-se entre os defensores central e lateral antes de passar a bola ao LD que recebe em movimento e cruza com o LE. O central recebe do LE e tenta explorar uma possível igualdade numérica temporária à direita do ataque. O LD reposiciona no posto de LE e este ao centro. O sistema de continuidade é semelhante ao descrito no ataque à defesa 5:1, até por questões de redução de conteúdos tácticos a conhecer incluídos no modelo de jogo (figura 14).
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Selecção segue entre os grandes
Portugal conseguiu o principal objectivo da sua presença no Europeu da Roménia, ao apurar-se para o quadro principal da competição depois de ter vencido (30-24) sem problemas a frágil Eslováquia e beneficiado da pesada derrota (18-25) dos russos perante o líder do Grupo D, a Dinamarca.O jogo de ontem não apresentou grandes dificuldades para o sete luso, que teve em Fábio Magalhães o melhor finalizador e também o eleito pela EHF como o melhor português do encontro. O técnico Rolando Freitas, aproveitou mesmo para gerir o esforço do plantel.
Agora, a Selecção Nacional aproveita hoje o dia de folga para se mudar para Bucareste, onde estão dos dois grupos principais, para amanhã integrar, juntamente com Alemanha, República Checa e Dinamarca, o Grupo II.
Portugal defronta a selecção da Alemanha que terminou a primeira fase deste Europeu no primeiro lugar do Grupo C, seguido da República Checa.
O encontro com a Dinamarca não se disputa, valendo o resultado da primeira fase do Europeu.
A dupla de arbitragem portuguesa, constituida por Eurico Nicolau e Ivan Caçador, estiveram ontem no jogo do Grupo A, Roménia- Eslovénia (32-30).
Miguel Ribeiro
Fonte: Jornal O Jogo
http://www.rou-euro2008.com/groups.html
Possibilidade de organização táctica para momentos especiais do jogo de andebol: Ataque em Superioridade e Inferioridade Numérica (parte X).
Tomando como exemplo, o primeiro caso (inicio do movimento pelo EE), uma solução de continuidade possível, é fazer circular o central (agora a LD) que procura apoio do ED, para entrar e sair a LE (transformação falsa). O LE (ao centro), recebe do ED devendo verificar se existem condições para finalizar, ou passa ao LD que recebe ao centro (figura 11). O LD pode a partir daqui estimular uma permuta na 1ª linha e assim regressar à sua posição inicial. Enquanto isto, o EE deve reposicionar aproveitando os espaços que habitualmente se criam com o aumento de profundidade dos defensores.
Uma possível variante poderia ser um bloqueio do Central (a LD) ao defensor avançado para o LE (ao centro) beneficiar e finalizar com remate da 1ª linha como mostra a figura 12.
A sequência das acções, deve ter ideias condutoras, mas não deve ser rígida, pelo que em vez de treinarmos decisões treinaríamos somente factores relacionados com a memória, pecando por insuficiência, tendo em conta que o jogo é um meio sistematicamente em mudança, exigindo dos intervenientes uma adaptação constante com tomadas de decisão sucessivas. No desenvolvimento destas acções é importante nunca perder de vista o objectivo fundamental que significa encontrar espaço e tempo para conseguir finalizar nas melhores condições para conseguir o golo. Os jogadores devem ter presente quais são as ideias básicas dos movimentos a aplicar, mas o que sustenta o jogo fortificando-o são os princípios que lhe estão associados. Sabemos qual a sequência mas em qualquer momento podemos encontrar outra solução, que, isso sim, deve ser identificada por todos, daí a importância decisiva do treino na busca das diferentes possibilidades.
domingo, 27 de julho de 2008
Aldeia olímpica abre as portas
Possibilidade de organização táctica para momentos especiais do jogo de andebol: Ataque em Superioridade e Inferioridade Numérica (parte IX).

Ataque a defesa 5:1
O sistema defensivo 5:1 apresenta menos espaço entre linhas defensivas que o diferenciam do caso anterior (5+1) definindo-o como um sistema mais fechado, no entanto, a sua estrutura pode ter também características de funcionamento activo procurando a conquista da bola e a diminuição do tempo de finalização do ataque.
O exemplo proposto na figura 9 mostra uma circulação de extremo (que pode ser um jogador pivot), seguida de um movimento na 1ª linha ofensiva. Esta simultaneidade de movimentos tem como objectivo fundamental, gerar erros nas trocas de marcação ao mesmo tempo que procura aplanar a defesa para possível finalização da 1ª linha ofensiva durante o desenvolvimento do cruzamento duplo. Existem muitos detalhes de execução do movimento, de forma a maximizar os problemas colocados à defesa, sendo para isso importante conhecer o comportamento dos defensores. Se o defensor avançado actuar com pouca profundidade, o LD pode cruzar com o LE, proporcionando-lhe um ecrã (aplana o defensor avançado e reposiciona posteriormente a LE). Como podemos perceber pela observação da fig.10, é possível com o movimento conseguir uma relação temporária de igualdade à direita. Se o LE não encontra possibilidades de finalização, deve continuar com passe para a direita ou para o EE, agora a actuar como jogador pivot.
À imagem do exemplo anterior, de ataque em IN contra 5+1, será necessário ter um sistema de continuidade que permita seguir em jogo integrando acções de forma sequencial com o objectivo de produzir desequilíbrios e prolongar o ataque evitando a sanção por jogo passivo. O primeiro movimento, implica que os jogadores da 1ª linha ofensiva saibam jogar noutras zonas que não a que habitualmente lhes está destinada. Se não se conseguiu finalizar, o LD reposiciona na posição de LE, o Central está agora na posição do LD que está ao centro. Se não quisermos ter nunca o LD na posição de LE, deveremos optar por iniciar o movimento pelo ED, pois desta forma, o sistema de continuidade inicia com o central na posição do LE (agora a LD), e o LD ao centro. Cabe ao treinador planificar as actividades em função das necessidades da equipa.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Possibilidade de organização táctica para momentos especiais do jogo de andebol: Ataque em Superioridade e Inferioridade Numérica (parte VIII).
O ED após cruzamento com o LD deve procurar espaços que possam gerar perigo antes ou depois de passar a bola ao LE. Normalmente, os extremos são jogadores com maior mobilidade que os defensores centrais ou laterais pelo que é um factor a explorar nesta circunstância. Assim, deve observar a disposição dos defensores, procurando a melhor trajectória e orientação para poder seleccionar a melhor opção (tendo condições, o remate da 1ªlinha não deve ser excluído). De entre as possíveis opções, destaca-se um ecrã sobre o central ou o defensor lateral (se estão pouco profundos), para o LE beneficiar com remate da 1ª linha, mudança de direcção para o exterior para encontrar relação com o LD (que sai para o exterior ou cruza), após passe ao LE introduz-se na defesa entre os defensores central e lateral, ou entre o lateral e o exterior, a cortina do ED pode proporcionar também remate da 1ª linha do LE. Se a bola entra no EE e dependendo da colocação do ED (agora como pivot) as relações multiplicam-se. O sucesso deste tipo de acções depende do grau de relação existente entre os jogadores para reconhecerem os indícios associados aos diferentes comportamentos. O saber usar o drible e a capacidade para mudar de ritmo são ferramentas fundamentais para criar reais desequilíbrios. Trabalhar estes ou outros elementos tácticos de forma sequencial, permite a partir de ideias base construir um jogo sustentado quanto ao modo e tempo. Não deve ser excluído o jogo aéreo com o EE ou mesmo com o LE.
A figura 8 mostra (para além da relação de passe possível entre o EE e o ED agora a pivot) que a reposição do ED após o movimento de continuidade, pode abrir mais possibilidades resultantes do natural incremento de profundidade do sistema defensivo. Recordemos que neste caso, sempre consideramos uma marcação estrita ao central, existindo muito espaço entre linhas defensivas, no entanto, se o defensor avançado cooperar com a primeira linha defensiva com dissuasão do passe ou procurando criar duelos 2X1, devem ser planificados outro tipo de movimentos e relações ofensivas para chegar ao golo, até porque um defensor avançado activo pode provocar erros de passe ou faltas de atacante e dificulta a fixação do defensor central previsto no movimento inicial. Consequentemente, se o defensor avançado iniciar profundo com defesa estrita ao central para posteriormente cooperar com a 1ª linha defensiva, é necessário encontrar soluções de continuidade em que o central possa intervir, como apoio, mantendo a estrutura do movimento, ou como possível finalizador.
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