Agradeço o contributo do Paulo Sá, não só por termos ideias similares mas sobretudo por ter sido um dos treinadores que se preocupou em deixar por escrito a sua opinião acerca deste tema tão importante para a formação dos e das jovens praticantes. ***
Procurando dar algum contributo a esta problemática, e após leitura de algumas opiniões aqui colocadas, verifica-se que a forma de abordagem da aprendizagem defensiva não é um tema que recolha consenso.Parece em primeiro lugar que se deveria procurar reflectir sobre o que precisamos de ensinar aos jovens atletas nestas fases de iniciação, porque não é o sistema defensivo utilizado na competição que vai influenciar por si só o desenvolvimento futuro do atleta, mas antes o que ele realiza durante a semana. E aqui os técnicos dos escalões de iniciação devem retirar da vitória imediata o seu primordial objectivo (não é fácil), porque o que devemos procurar é formar os atletas para o futuro, e para isso é necessária muita paciência, nossa e dos que nos rodeiam – dirigentes, pais e atletas.Penso que esta forma de abordagem dos sistemas defensivos pode ser adequada:Bambis: jogo 5x5, campo reduzido (20 x 13), balizas de tamanho reduzido, áreas de 5 metros circulares; marcação individual próxima da área de baliza; competição apenas lúdica com implementação de grandes organizações de Festand’s, com actividades variadas, para além do andebol.Minis: jogo 5 x 5, campo reduzido (28 x 15 – campo de basquetebol), balizas de tamanho reduzido, áreas circulares de 6 metros, defesa à zona com responsabilidades individuais; competição apenas lúdica com implementação diferindo da competição dos bambis pela diminuição de outras actividades e por maior concentração no jogo de andebol. Neste escalão torna-se evidente o aumento da largura do campo em relação aos Bambis, mas é muito cedo para a utilização de toda a largura.Estes dois escalões não devem ter competição formal organizada, ou se ela existir, sem preocupação de resultados e classificações. Ainda são crianças, que querem é brincar e divertir-se com o jogo. E também permitirá aos técnicos o treino sem a “pressão” da competição.Infantis: parece que o modelo dinamarquês pode ser interessante, jogo de 6 x 6, com defesa 5:0 e ataque com 2 laterais e jogador pivot. Pode claramente favorecer a aplicação de todos os conteúdos ofensivos de futuro e criar nos defensores claras noções de ajuda, troca de marcação e deslizamento, podendo também potenciar características antecipativas neste sistema defensivo.
Paulo Sá
















































