A impossibilidade da Espanha seguir em frente ao perder com a Coreia do Sul (23-24), é a notícia do dia dos jornais desportivos e não só. Os Espanhóis em particular e o ser humano em geral tem muita dificuldade em gerir situações quando a expectativa é grande e se fica distante dos objectivos a atingir. Agora Espanha deve reflectir e retirar em proveito próprio fórmulas que permitam solucionar a crise. Se formos honestos, entendemos que o que se passa com a Espanha, é uma situação natural de renovação que sistematicamente vive qualquer selecção. Estas alterações sobretudo se são profundas, devem ser administradas com inteligência e prudência, sobretudo no estabelecimento de objectivos. Vejam o caso Sueco, Russo e outros, que também viveram e ainda vivem problemas de renovação, até porque chegar a atingir os níveis do passado é extremamente difícil para qualquer equipa vencedora. Estes processos são cíclicos, veja-se o caso que melhor conhecemos, o Português, embora todos gostássemos que a renovação fosse mais rápida, por variadíssimas razões que são mais ou menos conhecidas por todos, estamos a demorar mais tempo. Eu acredito que Portugal com as novas gerações de jogadores, treinadores dirigentes e árbitros vai encontrar esse caminho, demore mais ou menos, espero que Espanha também se consiga reequilibrar deste choque até porque tem boas condições para isso.França, Croácia, Alemanha e Dinamarca, passam à segunda fase bem posicionadas para disputarem os melhores lugares.
A Macedónia parece ser a equipa sensação da prova muito ajudada pela enorme quantidade de seguidores que se deslocaram à Croácia.
A Polónia, não tanto como a Espanha está longe do rendimento que se esperava.











Na minha opinião as atletas têm maior dificuldade em ultrapassar os problemas que resultam dos conflitos normais que surgem no trabalho de uma equipa. De facto, os atletas masculinos perante uma situação conflituosa com um colega ou treinador, reagem muitas vezes de uma forma imediata, tendo no entanto mais facilidade em a ultrapassar. Quando existe um problemas desta natureza os atletas masculinos têm maior facilidade em falar deles, confrontando pontos de vista e procurando uma solução. No que diz respeito às atletas, estas muitas vezes não expressam de imediato o que pensam, pelo que o problema se pode manter dissimulado durante algum tempo. Como consequência creio que é muito importante para os treinadores terem muita atenção a qualquer indício que signifique a existência de conflitos que não foram totalmente resolvidos. Caso existam, há a necessidade de promover momentos em que essas situações sejam esclarecidas e resolvidas, por forma a que o trabalho possa decorrer sem qualquer perturbação.




Creio que a principal diferença ocorre ao nível da autonomia que os atletas revelam em jogo. Enquanto numa equipa masculina muitas vezes os atletas conseguem de forma autónoma encontrar as soluções que entendem mais adequadas a uma determinada situação de jogo, as jogadoras por vezes necessitam de indicações mais precisas para conduzir as suas acções na competição. Este aspecto, que pode constituir-se como uma desvantagem em ambientes onde a comunicação seja difícil, permite por outro lado que o treinador tenha um maior controlo relativamente ao desempenho das jogadoras e da equipa. No caso das equipas masculinas, por vezes este controlo é menos efectivo levando a que haja situações de jogo em que a prestação da equipa se afaste do que o treinador pretende.





























