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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Typical handball defense mistakes

Aqui ficam erros defensivos típicos. Muitos dos erros estão associados a factores dependentes do uso ineficaz do campo visual. É importante perceber e relacionar informação relevante para anticipar a resolução de problemas.
 
Here are typical defense mystakes. Many of the errors are associated with factors dependent on the ineffective use of the field of sight (or visual field). It is important to realize and relate relevant information to solving problems in advance.
 


sábado, 18 de agosto de 2012

Defesa adaptativa 20 (Última parte)


Conclusão
Com este conjunto de exercícios de maior ou menor complexidade, podemos abordar todos os sistemas defensivos. São trabalhos que podem ser utilizados em todos os escalões de competição, desde que já existam condições mínimas de realização técnica e táctica ao nível das competências básicas defensivas, nomeadamente, posição de base, deslocamentos, conceito de cobertura e ajuda bem como o deslizamento e a troca de marcação. Em etapas de iniciação, embora o jogo reduzido em espaço amplo seja a base também para aprender a defender, poderemos recorrer aos exercícios apresentados com menor número de elementos manipulando variáveis como o espaço ou o tempo e também regras tais como a impossibilidade de cometer falta exacerbando comportamentos associados à dissuasão, intercepção ou obstrução de trajectórias. Em etapas de aperfeiçoamento e especialização, para além dos exercícios de 2X2 para a consolidação de detalhes individuais e de grupo, como a marcação em proximidade ou tomadas de decisão que resultem em troca ou deslizamento, devem ser incrementados trabalhos com maior número de elementos para elevar a complexidade do trabalho. Elevar a complexidade, significa treinar para jogar. Objectivos como: orientar para obter o melhor campo visual, impedir circulação cómoda de jogadores, oferecer zonas desfavoráveis e fechar espaços úteis aos atacantes, relacionar-se com defensores pares ou ímpares (alinhar/escalonar), actuar sobre o portador ou sobre a circulação da bola, fintar, entre outros, são tudo propósitos a ter em conta. Este comportamento técnico-táctico, quando aplicado de forma adequada no tempo e na forma, conduz à resolução de problemas com a antecipação necessária exigida para se obter rendimentos defensivos de excelência.

Com a aplicação de um programa de trabalho defensivo com estas características, podemos desenvolver as ferramentas indispensáveis para obter defensores que actuam tomando decisões. É certo que as regras são necessárias e decisivas para um bom funcionamento defensivo, no entanto, um bom defensor deve ter a capacidade de manipular elementos que possam alterar de forma consecutiva e imprevisível essas regras, transformando-as noutras conhecidas pelos seus pares mas ambíguas para os oponentes. Na actualidade, defensores que somente observam e reagem em função do contexto, são defensores que não exploram na plenitude a sua missão no jogo, ou seja, conquistar a posse da bola elevando ao máximo as possibilidades de impedir o golo.   

sábado, 11 de agosto de 2012

Defesa adaptativa 19

 Fig.25


Se considerarmos agora um sistema defensivo 6:0, podem ser executadas acções como as que foram apresentadas no exemplo da figura 22, sobretudo se pretendemos sistemas defensivos activos na sua essência, contrastando com formatos 6:0 utilizados no passado com defensores pouco móveis, de grande envergadura em que a baixa profundidade do sistema e a colaboração estanque com o Guarda-redes era a base do seu funcionamento. Uma defesa activa, sobretudo sobre a circulação de bola, implica que os defensores estejam predispostos para defender em espaço amplo e ao mesmo tempo proteger zonas aclaradas que resultam das acções em profundidade. No primeiro caso da figura 25 pode-se observar uma dissuasão par pelo defensor central seguida de uma desmarcação do pivot para a zona aclarada. No segundo exemplo da mesma figura pode observar-se, uma dissuasão ímpar efectuada pelo defensor lateral. Neste caso, o passe não contíguo entre os laterais (necessariamente parabólico) provocou uma alteração de par entre o defensor central e o lateral, transformando o sistema 6:0 num sistema 5:1 temporário. No primeiro caso para além do 5:1 temporário criado, quando se restabelece o sistema 6:0, o defensor central que efectuou a dissuasão, poderá trocar de posição com o outro defensor central. Esta flexibilidade na configuração dos sistemas deve ser uma constante em que apenas é conhecido o ponto de partida.
Mais exemplos poderiam ser referidos, mas ficam à disposição da imaginação do leitor outras possibilidades dentro da imensa variedade de soluções que este comportamento defensivo sugere.  

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Defesa adaptativa 18

Fig. 24


A figura 24 apresenta uma alternativa possível de dissuasão dupla decorrente da tomada de decisão do defensor avançado seguida da acção do defensor lateral distante da bola, que ganha profundidade com o objectivo de interferir na comunicação entre o Extremo direito e o Central ou Lateral esquerdo. O defensor central pode ter que trocar de par com o defensor lateral no caso de existir uma tentativa de intercepção ao central. Temporariamente o sistema adquire características de um sistema defensivo 4:2. 

domingo, 22 de julho de 2012

Defesa adaptativa 17



Ainda relacionado com o sistema defensivo 5:1, podemos observar na figura 23 um exemplo de dissuasão ímpar que implica a adaptação imediata dos jogadores da 1ª linha defensiva. No primeiro caso, verifica-se uma alteração do par entre o defensor avançado e o defensor lateral e no segundo caso a troca ocorre entre o defensor avançado e o central. A colocação do pivot determina a atribuição do par.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Defesa adaptativa 16

Fig.21

Na mesma lógica, outros exercícios podem ser considerados no sentido de aumentar o espaço de jogo atribuído aos defensores. A figura 21 exemplifica um trabalho em espaço amplo associado a sistemas defensivos com características de 4:2 e 3:3. A adaptação dos defensores da 1ª linha defensiva deve ser imediata. O aparecimento de estímulos de ambos os lados do terreno de jogo, implica que a orientação para beneficiar de um campo visual óptimo seja perfeita.

Fig.22


Serão apresentados alguns exemplos onde se podem observar possíveis transferências para o jogo. Como se pode observar na figura 22, o defensor lateral pode actuar sobre o portador mantendo-se próximo da linha de 6 metros alinhado com o defensor central (marcação à distância) ou aumentar a profundidade alinhando com o defensor avançado (marcação em proximidade). O defensor lateral pode também actuar sobre a circulação da bola dissuadindo o passe ao central. Este comportamentos táctico defensivo quando ocorre de forma variada e imprevisível assegura um aumento de dificuldade para os atacantes. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Defesa adaptativa 15

Fig.19

  Fig.20

 
À imagem do que sucedeu em exercícios anteriores, pode ser dada a opção ao defensor que entra em jogo para actuar próximo da linha de 6 metros funcionando como um defensor lateral num sistema defensivo 6:0. Do mesmo modo, este exemplo pode ser ampliado para um trabalho de 5X5 ou mesmo de 6X6 em que os pares pivot /defensor saem de zonas distintas do campo (mais aplicável a sistemas 5:1 ou 3:2:1) como podemos observar na figura 19.
O trabalho defensivo relacionado com a circulação de extremos a 2º pivot sem transformação do sistema ofensivo, pode ser efectuado da forma que se apresenta na figura 20. Os pares defensor exterior/pivot (extremo direito) entram (esquerda) em simultâneo com o defensor avançado (direita) que escolhe como par o lateral esquerdo ou o central. O defensor exterior pode defender próximo da linha ou marcar em proximidade o Lateral direito, evoluindo assim para um sistema defensivo 4:2.
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Defesa adaptativa 14

Fig. 17


Fig. 18

Como existem poucos pontos de apoio, os pivots devem estar disponíveis para sair em ajuda à primeira linha, como se pode observar na figura 17.
Enquanto na figura 17 se mostra o trabalho do pivot próximo do portador da bola, na figura 18 podemos observar o apoio do pivot distante do portador da bola. O pivot que fica próximo da linha de 6 metros deve equilibrar, procurando espaços aclarados na zona libertada pelo pivot que saiu em ajuda à primeira linha. No primeiro caso, o pivot distante apoia o lateral direito e no segundo caso o lateral esquerdo que procura desmarcar após passe. Esta sequência de acções pode ser trabalhada somente pelos pivots próximos do portador da bola, pelos pivots distantes ou em simultâneo numa fase posterior.
Neste exercício, acções defensivas como o controlo do par, a obstrução de trajectórias favoráveis e cómodas, bem como trocas de marcação ou deslizamentos utilizados com oportunidade são fundamentais para a resolução de problemas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Defesa adaptativa 13

fig.15

Fig. 16

Actualmente, o jogo ofensivo em transformação é constante, sobretudo quando o ataque se desenvolve contra sistemas defensivos com duas ou mais linhas. A figura 15 mostra uma possibilidade de trabalho similar às anteriores, contemplando agora o jogo com dois pivots.

A figura 15 mostra o pivot longe da entrada dos pares defensor/pivot. Neste caso, o pivot deve conservar a sua posição após a integração do segundo pivot, ou deslocar-se para o exterior provocando alteração dos pares (fig.16). Se o pivot que se integra invadir o espaço do pivot já existente, este deve equilibrar deslocando-se para o lado oposto.  

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Defesa adaptativa 12

Fig. 14

A inter-adaptação, torna-se ainda mais evidente se os defensores perante o mesmo contexto de jogo, actuarem de forma diferenciada, nomeadamente utilizando fintas defensivas (acções falsas), ou alinhando/escalonando em circunstâncias idênticas (tendo em conta a posição do pivot e da bola) alterando a configuração relacional sobretudo com defensores contíguos mas também com defensores não contíguos (fig.14).
O exemplo anterior mostra no primeiro caso uma acção a partir de um formato defensivo 6:0, em que o par do lateral esquerdo avança para além dos 9 metros com o objectivo de o marcar em proximidade. Considerando um sistema de jogo reduzido, o sistema 3:0 transformou-se em 2:1. O mesmo se verifica no segundo caso com a passagem do formato defensivo 2:1 para 1:2. À imagem do que sucedeu em exemplos anteriores, estes exercícios podem ser ampliados com a utilização de um maior número de intervenientes.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Defesa adaptativa 11

Fig.13

Na figura 13 apresenta-se os diferentes tipos de adaptação decorrentes da tomada de decisão dos defensores. No primeiro caso, verifica-se uma adaptação na mesma linha defensiva e no segundo, uma adaptação entre diferentes linhas defensivas. Em ambos os casos, os pares mantêm-se, contudo existe uma clara alteração dos espaços úteis de jogo e consequentemente do comportamento defensivo. No segundo caso, poderá existir alteração dos pares no caso do defensor avançado se posicionar próximo do lateral esquerdo.  

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Defesa adaptativa 10

          Como se observa na figura 12, o exercício pode ser ampliado para uma situação de 4X4 com a introdução do extremo esquerdo e do defensor exterior ou de 5X5 com a introdução também do Lateral direito e de um defensor lateral (5:1) que por vezes pode ser central (6:0). O primeiro dos 3 passes obrigatórios (antes de que se inicie o ataque) pode ser efectuado também para o extremo no sentido de variar também a proveniência da bola, ou seja, mais uma variável que surge para aumentar a complexidade do exercício (adaptação da orientação e alteração dos pares).

Fig. 12

Em todos os exercícios anteriores, percebemos uma inter-adaptação dos defensores em função do contexto de jogo. Em determinados casos observa-se uma adaptação na mesma linha defensiva (adaptação intra-linha) e em outros, uma adaptação entre diferentes linhas defensivas (adaptação inter-linha). Neste padrão de raciocínio, se para os defensores existe uma ambiguidade permanente, o mesmo se verifica também para os atacantes. Resta saber se o trabalho defensivo contínuo estruturado num programa com estas características, favorece a aquisição de competências defensivas eficazes na luta contínua pela obtenção de resultados de excelência.

terça-feira, 27 de março de 2012

Defesa adaptativa 9

Fig. 11


Da mesma forma, se os pares pivot /defensor saírem da esquerda (fig.11), os defensores próximos da linha de 6 metros alternam o posto específico e consequentemente o comportamento defensivo. Como já antes foi referido, cada repetição é diferente da anterior obrigando a que a solução para os problemas seja também diferente, conservando no entanto um tronco comum de conteúdos tácticos a aplicar com oportunidade e constância.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Defesa adaptativa 8

Fig. 10

Mantendo a matriz dos exercícios anteriores, podemos observar na figura 10, grupos de defensores que actuam de forma diferenciada no que respeita ao posto específico. Se o defensor que entra em jogo se deslocar para a linha de 6 metros, o defensor contíguo e seguinte actuarão como defensores centrais num sistema defensivo 6:0. Por outro lado, se o defensor marcar em proximidade o Lateral esquerdo ou o central, os defensores que se situam na linha de 6 metros corresponderão ao lateral e central de um sistema defensivo 5:1. As formas resolutivas para a defesa nas diferentes circunstâncias devem estar orientadas pelo modelo de jogo previamente pensado e estruturado. Podem e devem existir diferentes formas de actuação para solucionar problemas, em função das características individuais. Os defensores que entram em jogo, por terem características diferentes, devem optar pela solução que melhor se adapte às suas possibilidades. Um defensor com baixa estatura, provavelmente, deverá optar por trabalhar na 2ª linha defensiva e de forma escalonada com outros defensores privilegiando o deslizamento em detrimento da troca, sobretudo quando tem que combater com pivots ou laterais de elevada estatura. Porém, a solução terá de ser diferente quando se trata de defensores com dificuldades funcionais de mobilidade. Por outro lado existem defensores que podem e devem trabalhar em ambos os contextos. A consequente adaptação dos defensores mais recuados (campo visual mais amplo) deve ser imediata. A observação de indícios relevantes que possam constituir perigo deve ser constante e varia em cada repetição. A situação sistemática de instabilidade implica a rápida atribuição dos pares, bem como a antecipação da acção no que respeita à orientação corporal para dissuadir, interceptar ou obstruir trajectórias (atacantes com e sem bola) em que o campo visual captado e dominado por cada defensor é determinante. Não menos importantes são os detalhes de colaboração relacionados com alinhamentos ou escalonamentos provocados para favorecer o controlo de espaços úteis, bem como formas adequadas de marcação dos pivots em função das suas características antropométricas e tácticas.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Defesa adaptativa 6

Fig.8


À imagem do que sucede no exercício anterior, a figura 8 apresenta um trabalho entre o defensor lateral e o central num formato que varia entre relação escalonada ou alinhada. Este tipo de relação pode ser aplicado a qualquer sistema defensivo sobretudo a formatos aproximados a sistemas 5:1 e 6:0.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Defesa adaptativa 5



Até ao momento só foram dados exemplos de relações defensivas entre defensores centrais, laterais e avançados. O exemplo apresentado na figura 7 mostra um exercício de relação entre o defensor exterior e o defensor lateral. Neste caso, o pivot integra-se na defesa após passe ao Lateral esquerdo. O defensor do exterior pode ter como par o pivot ou o lateral. Se o pivot se posicionar entre os dois defensores, o defensor do exterior pode optar por ter como par o pivot (ganhando vantagem posicional) ou o Lateral esquerdo ganhando antecipadamente profundidade para evitar uma desmarcação favorável ao interior. O defensor lateral adapta o seu comportamento em função do contexto.

sábado, 3 de março de 2012

Defesa adaptativa 4

Fig. 6a

Fig. 6b


O exercício da figura 6a mostra o pivot e o defensor a saírem da esquerda, no entanto a dificuldade do exercício pode ser aumentada se a entrada em jogo for efectuada de forma alternada da esquerda e da direita como podemos observar na figura (6b).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Defesa adaptativa 3

Fig. 5


Ao contrário do exemplo apresentado na figura 2, no caso apresentado na figura 5, o apoio é o lateral esquerdo produzindo-se posteriormente 2X2 ao centro. A característica do exercício mantém-se. Contudo, o espaço a defender é completamente distinto. Numa fase de aperfeiçoamento, todos os defensores devem passar pelas diferentes actividades. Numa fase de especialização e alto rendimento as posições dos defensores devem ser ocupadas pelos jogadores que habitualmente protagonizam os postos específicos em causa. Neste caso, o defensor A seria um dos defensores centrais da equipa e os defensores que entram (B) são alternadamente defensores avançados (defesa 5:1) ou centrais (defesa 6:0)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Defesa adaptativa 2

Fig.3

Fig.4


Os trabalhos podem ser planificados com maior ou menor controlo sobre variáveis como o tempo ou o espaço no sentido de variar a dificuldade da acção defensiva. O trabalho só se inicia após 3 passes (pivot/LE/central/LE). O defensor decide se inicia o trabalho na 1ª (alinhado) ou na 2ª linha defensiva (escalonado) como se pode observar na figura 3.
Em função da colocação do pivot os defensores actuam após reconhecimento do par (figura 4). Podemos observar como os pares variam em função da colocação do jogador pivot. Tendo em conta por exemplo a saída do lateral esquerdo para o interior, e no caso de os defensores iniciarem o trabalho alinhados, as competências alteram-se de acordo com a modificação do contexto.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Defesa adaptativa 1

Fig. 1

Fig. 2

Como os gráficos apresentados no livro recentemente editado (Um Caminho para o Alto Rendimento) não são claramente perceptíveis, coloco-os aqui para melhor interpretação.
Site promocional:

O exercício apresentado na figura 2, para além de trabalhar os conteúdos tácticos do exercício anterior, prevê uma variação na decisão do defensor que entra para a 1ª ou para a 2ª linha defensiva gerando em consequência uma adaptação necessária do defensor central. Este exercício, neste formato, possui bastante riqueza táctica já que cada repetição é sempre diferente da anterior. O pivot após passe ao lateral esquerdo entra para próximo da linha de 6m posicionando-se no exterior ou interior do campo (linha média longitudinal).