terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Pep Guardiola & Fernando Trueba - conversaciones sobre el futuro
sábado, 22 de maio de 2010
José Mourinho "Só represento alguns portugueses"
Para reflectir!No fundo, Mourinho estava a ser coerente, pois já antes admitira como natural que os adeptos tenham as suas simpatias ou antipatias. "Não conheço um adepto do Benfica que tenha querido que o FC Porto ganhasse a Champions em 2004. Como não conheço um adepto do FC Porto que tenha querido que o Benfica ganhasse a última final em que esteve, anos antes. E sei que amanhã [hoje], à excepção dos adeptos do Inter, todos os italianos serão do Bayern."
Fonte: Jornal o jogo
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Reflexão
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
"Estratégia global"
Aproveitava para lhe dizer que penso que o seu blogue pode ser uma mais-valia. A sua notoriedade e credibilidade emparelhadas com o potencial da internet, podem facilitar e promover a discussão séria entre todos os intervenientes da modalidade.
Achei extremamente interessante o debate acerca da defesa na iniciação. É realmente uma discussão importante e útil, que tem o ónus positivo de não ter uma forma correcta de resolução. Mas o assunto que me traz aqui é outro e espero que ele seja válido para este espaço. Sem qualquer tipo de desprimor pelas questões puramente técnicas, acho que urge, no seio do andebol português, uma discussão mais indispensável e que não sei exactamente como chamar e explicar (talvez: estratégia global)
Vamos ver se me consigo fazer entender. Elaborei uma lista de alguns problemas que afectam o sucesso do nosso andebol pela negativa.
Aspectos de Gestão
1 - O problema da “demografia” dos clubes em Portugal.
2 – A falta de estruturas directivas e técnicas na maior parte dos clubes.
3 – A insuficiência de infra-estruturas e a não elaboração de estratégias de resolução.
4 – Problemas económicos e estratégias financeiras.
5 – Instabilidade Política (diferendo entre Federação e Liga Profissional; regras técnicas e faixas etárias)
6 – Desistência de talentos pela não existência de uma carreira profissional que lhes permita a sobrevivência.
7 – A não existência de um órgão de consultadoria dentro da federação que oriente os clubes para resolverem os seus problemas.
Aspectos técnicos
1 – A não existência de todos os escalões na maior parte dos clubes; a quase total inexistência dos escalões de minis e Bambis.
2 – Primeiras divisões nacionais nos escalões de formação de Juvenis e Juniores sem jogadores de qualidade antropométrica.
3 – A não existência de regras que obriguem os treinadores nos escalões de Minis, de infantis e de iniciados a utilizar todos os atletas inscritos ao jogo.
Estes são alguns dos temas fundos da nossa realidade, em minha opinião, e preocupa-me a suspeição de que não exista um projecto estratégico, interdisciplinar e competente, que se proponha a resolver estas debilidades, nem que seja, a longo prazo.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Ainda defesa na iniciação
Agradeço o contributo do Paulo Sá, não só por termos ideias similares mas sobretudo por ter sido um dos treinadores que se preocupou em deixar por escrito a sua opinião acerca deste tema tão importante para a formação dos e das jovens praticantes. ***
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Defesa na Iniciação
Antes demais gostaria de agradeçer a participação dos diferentes intervenientes nesta discussão sempre actual, sobre a qual passo a dar a minha opinião ainda que de forma sucinta.Embora sempre tenha defendido o dispositivo 3:3 como ponto de partida para a aprendizagem das relações defensivas dos atletas em formação, também é um facto que existem enumeras vantagens se o dispositivo defensivo tiver uma linha como ponto de partida, mas isso sim, com apenas 5 defensores. Sabendo que o mais importante é saber o que realmente é importante ensinar, qualquer dos formatos aqui referidos (3:3 e 5:0) são viáveis, no entanto vou analisar mais atentamente o segundo.
Quando no treino utilizamos jogo 5X5, independentemente do escalão etário à nossa disposição, que objectivos procuramos atingir com esse trabalho? Relacionado somente com os factores associados à defesa, podemos utilizar este exercício com diferentes propósitos, no entanto e sem entrar no pormenor, creio que quando o fazemos, desejamos acíma de tudo expor os defensores a um nível de exigência acrescido até porque a distribuição aumentada de metros quadrados aparece como uma dificuldade evidente. Um dispositivo 5:0 como retira um jogador da linha de defensores oferece também mais possibilidades ao ataque de melhor aplicar conteúdos tácticos ofensivos importantes como o passe ou a fixação. Por outro lado, se observarmos que tipo de conteúdos tácticos individuais e de grupo podem ser observados nesta circunstância, percebemos que de forma simplificada todos os elementos relacionados com a defesa podem estar presentes. Estamos todos de acordo que é muito mais importante ensinar comportamentos individuais como a posição de base e relações básicas de grupo como a cobertura ou a ajuda do que ensinar um sistema defensivo numa fase precoce de construção do jogador, no entanto tudo isto deve ser integrado de forma a induzir comportamentos adequados aos jovens atletas. Partindo de uma linha defensiva, se o ataque jogar com 5 elementos ao redor e sem jogador pivot, provavelmente observamos mais trocas de marcação do que deslizamentos já que, ainda que em espaço amplo, as zonas a defender ficam distribuidas equilibradamente. Será necessário então pensar como atacar para manipularmos os conteúdos defensivos a desenvolver, já que os comportamentos defensivos variam de acordo com o formato e tipo de ataque utilizado. Cinco atacantes ao redor, pivot fixo com dois laterais, um primeira linha a transformar o sistema ou um extremo a circular para jogar como pivot, seriam diferentes formas de atacar no sentido de obtermos variabilidade ao nível dos comportamentos defensivos individuais e de grupo dos atletas em formação. Partindo desta base e depois de termos definido o dispositivo defensivo inicial, a medida pedagógica de ensino/aprendizagem partiria do ataque nas suas diferentes formas de aplicação para chegar à defesa. O que perseguimos será assim ensinar a base do jogo ao nível das relações a estabelecer para resolver problemas colocados pelo ataque. Os defensores, para além dos comportamentos básicos defensivos, devem mais cedo começar a perceber distinguindo o que fazer de acordo com a circunstância de estar alinhado ou escalonado com companheiros contíguos. Devemos também dentro desta conjuntura, dar a liberdade ao defensor para tomar iniciativas de dissuasão até porque necessitamos de sistemas mais activos do que reactivos na sua essencia, sendo o 5:0 apenas um ponto de partida e não um fim em si próprio. Porque não uma competição de infantis com características semelhantes?
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Reflexão
sábado, 14 de junho de 2008
Reflexão
sábado, 24 de maio de 2008
Para refletir
A BOLA, 17.04.2008
1. Quem se ausenta para o exterior e regressa uma semana depois tem uma grata surpresa à sua espera! O país mudou e está uma lindeza resplandecente; o ar é fresco e a paisagem limpa; as flores atapetam o chão e margeiam os caminhos; o chilreio das aves mistura-se com o canto das crianças e um coro de harmonia e melodia delicia-nos os ouvidos; respira-se saúde e confiança; a pobreza acabou; a tristeza, o luto, o drama e o pessimismo deram lugar ao arco-íris da euforia nos sentimentos e gestos, no coração e vestuário; nos olhos acende-se o brilho do contentamento geral; o sorriso ilumina o rosto das pessoas de todas as condições e idades; os idosos viraram jovens; nos telejornais só se dizem verdades atraentes como um íman; não há promessas por cumprir e Pinóquio tem nariz normal; estrelejam foguetes; enfim, a hora é de festa, acção de graças e procissão. Que maravilha e encanto, que êxtase e felicidade, que privilégio estar neste tempo e lugar!
Uma autêntica metamorfose está a conferir outro sentido e feição à vida privada e individual, à pública e colectiva. Descobriu-se uma solução mágica para os males e mazelas do país, em todos os sectores. Agora a melhoria de todas as coisas já não depende do esforço, da mobilização, empenhamento, cumplicidade e solidariedade dos humanos; atinge-se automaticamente, de maneira célere e eficaz, através de leis e decretos. Basta ‘reformar’, ou seja, decretar e legislar, por grosso e atacado, a varejo e a retalho, para que tudo mude e melhore num ápice!
Os jovens procuravam nos adereços exotéricos e superficiais aquilo que é essencial e custa trabalho, querer, perseverança e suor?! O quadro está completamente alterado; foi suficiente um decreto-lei para eliminar esses adornos e suprir, de pronto, as carências que eles indiciavam.
Havia muito matrimónio desfeito e era desejável que os noivos dessem um nó bem sólido e fossem felizes para sempre?! A mudança foi radical; instituíram-se normas de fiscalização do casamento, para controlar donde vinham as ofertas e impedir que o diabo ocultasse no meio delas o traiçoeiro e letal veneno da infelicidade.
Era chocante o clima de desrespeito, atropelos, indisciplina, violência e impunidade que grassava nas escolas?! Isso foi totalmente cortado pela raiz com uma profusão de estatutos, portarias e regulamentos.
Era de asfixiante garrote o orçamento das universidades públicas?! Isso já lá vai; agora, por impulso legal, os benfazejos mecenas, curadores e doadores privados fazem fila na porta; e o dinheiro escorre a rodos, como numa mina de ouro a céu aberto.
Fiquemos por aqui. Bondam estes exemplos para vergar os incrédulos mais recalcitrantes! Doravante a legislação é o elixir da perfeição.
2. A Selecção de Futebol apraza com a Grécia um jogo de preparação para o Europeu que está à porta. Põem-se atletas em campo, como se fossem um bando arrebanhado ao virar da esquina; e espera-se que actuem como uma equipa e que, por cima, ainda ganhem!
Alguém anda a brincar e a caçoar connosco de maneira leviana. Uma selecção é assunto muito sério, porque é símbolo de um Povo, Nação e País. A graçola e a mangação foram longe de mais; não podem repetir-se. Na previsão do resultado há um bem inestimável que deve, a todo o custo, estar salvaguardado de antemão: a dignidade. Esta não pode conhecer a derrota; é uma vitória que é forçoso alcançar sempre.
3. A liberdade tem, em todos os tempos e lugares, um preço muito alto; é uma ‘coisa’ sumamente cara e preciosa. E difícil, porquanto desafia a lucidez, a razão e a vontade e implica escolhas, tantas e tantas vezes bem duras. Então hoje não se fala! Por isso mesmo ela é valiosa; é da ordem elevada e qualifica superiormente quem a defende e faz dela uso adequado. Ademais a função faz o órgão; a existência dita a essência. Logo não há pessoas livres, se não cultivarem activamente a liberdade e se aderirem ao oportunismo, contornando os perigos que ela acarreta. Ser livre é seguir um clarão que rompe a escuridão dentro e fora de nós; é arriscado, mas tem um gosto sublime e gratificante, impossível de perceber e saborear por quem se afaz à escravidão, à alienação e manipulação.
Jorge Olímpio Bento


